Produtores iniciam a colheita da soja em Cerejeiras (RO) e produtividade gira em torno de 35 scs/ha
Assim como em boa parte da região Centro-Oeste, as chuvas atrasaram em Cerejeiras (RO) e afetaram o plantio da soja da safra 2015/16. Em meio a muitos casos de replantio e a finalização da semeadura fora da janela ideal, os produtores já conseguem ver o impacto no rendimento das lavouras. Nas primeiras áreas colhidas, a produtividade está próxima de 30 sacas até 35 sacas do grão por hectare, em anos normais, o número era de 60 sacas até 65 sacas por hectare.
Os produtores conseguiram finalizar os trabalhos de plantio no final de dezembro, conforme destaca o presidente do Sindicato Rural do município, Jair Roberto Gollo. Um mês após o encerramento do período ideal de cultivo. “Tudo isso já refletiu na produtividade das plantações. E os custos com defensivos, adubos e sementes estão próximos de 30 sacas até 32 sacas do grão por hectare”, completa.
Contudo, as chuvas retornaram à região e contribuíram para o desenvolvimento das plantações, semeadas tardiamente. Ainda assim, os produtores têm ressaltado a dificuldade em controlar o ataque severo de lagartas em algumas áreas, o que também acaba pesando no bolso do agricultor.
Em relação à comercialização, o presidente sinaliza que entre 70% a 80% dos produtores negociam com as traders. “Os preços estão bons, a saca é cotada entre R$ 68,00 até R$ 69,00, mas precisamos ver se irá sobrar alguma coisa para negociarmos”, frisa Gollo.
Milho
O atraso da soja também comprometeu a janela ideal de plantio do milho safrinha na localidade. A perspectiva inicial é que cerca de 30% a 40% da produção seja cultivada fora da janela ideal, que termina em 10 de março. Diante das incertezas, a projeção é que haja uma redução nos investimentos em tecnologia.
“Vamos usar sementes mais baratas, pouco adubo. O milho é muito caro na nossa região, já os preços estão entre R$ 25,00 a R$ 27,00 a saca. O produto é destinado ao mercado interno, boa parte para a fabricação de ração para o confinamento de boi, porém, os confinadores olham atentamente os preços do cereal. E também já tivemos alguns contratos futuros para a exportação, o que não era comum na nossa região. Então precisamos produzir para entregar o produto”, finaliza o presidente.
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