Aprosoja Brasil vai orientar produtores sobre as negociações para possíveis rompimentos de contratos, após quebras nas safras de soja e milho

Publicado em 20/05/2016 10:25 e atualizado em 20/05/2016 12:34
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Temas como mudanças nas leis para garantir maior segurança jurídica no campo e o endividamento do setor também foram abordados

Nesta quinta-feira (19) ocorreu a cerimônia de posse da Diretoria Biênio 2016/2018 da Aprosoja Brasil. O ex-presidente Almir Dalpasquale deixou o cargo e empossou a nova diretoria, que terá como presidente o produtor de Mato Grosso, Marcos da Rosa.

Para o novo presidente da Aprosoja Brasil o mandato terá muito trabalho pela frente, e será preciso ficar atentos às mudanças políticas e econômicas, que poderão afetar a produção e os produtores brasileiros.

"Temos várias mudanças importantes de leis que já estão instaladas nas Comissões da Câmara Federal. Como por exemplo, a lei trabalhista (NR 31), segurança jurídica no campo, código florestal, entre outros", destaca Rosa.

Um dos tema que será abordado pela nova diretoria é endividamento dos produtores. Problemas de crédito e climáticos agravaram os prejuízos dos sojicultores, que também enfrentam consequências nas quebras de contratos.

As questões de rompimento de contrato, da mesmo forma, terá atenção da Associação. Rosa destaca que no Piauí, por exemplo, muitos produtores não conseguiram entregar o produto. "Nos caso da seca, os produtores já se anteciparam decretando estado de emergência em alguns municípios, o que  já trouxe a conciência nas próprias traders, que já estão buscando alguma maneira de que o produtor não precisa pagar pelo prejuizo. O trabalho da Associação neste caso em especifico e mostrar esse problema", explica.

Ainda que o dólar em alta tenha compensado parte da queda internacional da commodity, a taxa de câmbio também colaborou para o aumento nos custos. Segundo o presidente na região de Canarana (MT) custo chega a 42,00 sacas por hectare e, no caso de arrendatários esse percentual sobe mais 10 a 12 scs/ha.

O presidente também fez questão de ressaltar a importância das Aprosoja Estaduais e a necessidade de fortalecê-las. O objetivo da entidade é ingressar mais estados, como São Paulo e Minas Gerais, que ainda não fazem parte da Aprosoja.

A maior agilidade na liberação de defensivos agrícolas, também é uma questão que será discutida e apoiada pela Aprosoja Brasil. "O processo é muito lento, então na mudança da lei tentaremos colocar diretrizes que evitem a fila. Isso dará competição ao mercado e reduzirá os preços dos defensivos", explica Rosa.

Por: João Batista Olivi e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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