Metade da safra americana chega aos armazéns e semana deve ser marcada por pressão nas cotações e mínima nos preços

Publicado em 10/10/2016 17:42 e atualizado em 10/10/2016 18:12
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Com feriado nas repartições públicas americanas ( Columbus Day), dia para a soja na bolsa em Chicago foi calmo e com poucos negócios

Nesta segunda-feira (10), os negócios na Bolsa de Chicago estão parados em função do feriado de Columbus Day nos Estados Unidos, mas com divulgação de novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esta deve ser uma semana importante de decisão e definição para as cotações.

Nesta terça-feira(11), as movimentações também não devem ser volumosas, no aguardo do relatório, que irá projetar a produtividade das safras de soja e de milho. A atenção, de acordo com o consultor de mercado Ênio Fernandes, deve ser para a sexta-feira. "Se os números de sexta fecharem próximos aos números de hoje, são sinais de sustentação muito positivos", aponta.

Também nesta terça-feira (11) o USDA deve divulgar o relatório de acompanhamento de safra nos EUA. A estimativa é de que esse relatório traga um número de 35% a 37% para a colheita do milho e 45% a 47% para a colheita da soja. No decorrer desta semana, os produtores americanos estarão colhendo mais de 50% da soja e 50% do milho, como prevê o consultor. Esta também deve ser a semana de maior volume de entrega de produto físico nos Estados Unidos. Logo, as atenções devem se voltar para a América do Sul, a medida em que os volumes se acomodam. "O produtor americano já fez parte do seu fluxo de caixa e as vendas começam a se retrair".

Neste momento, o produtor brasileiro está fora do mercado com os números em baixa de Chicago, assim como os argentinos. Os Estados Unidos estão focados em colheita. "Com isso, a tendência de queda ameniza tanto para soja quanto para milho, já que uma fantástica safra encontra uma fantástica demanda", explica Ênio.

O mercado está próximo das mínimas, mas ainda deve-se ter atenção para a movimentação das bolsas, que pode fazer com que o dólar suba no mundo inteiro e este fator tende a pressionar Chicago. Por outro lado, a demanda forte também impede quedas expressivas. "Quase todo dia temos presença de compradores no mercado de soja. É um momento que você não vê muito na história".

No relatório de oferta e demanda a ser divulgado na próxima quarta-feira (12), o número mais importante é o de produtividade, que irá construir o estoque de passagem mais à frente. A maioria do mercado acredita em números próximos a 115 milhões de toneladas para a soja, contra 114 milhões de toneladas em setembro. O milho, entretanto, deve ter queda, apontando para um movimento de alta neste mercado.

No Brasil, a safra de soja já está com cerca de 98% dos volumes comercializados. Para a safra nova, os negócios ainda estão parados, com origens ausentes do mercado, embora os prêmios estejam quase 1 dólar acima dos preços de Chicago para entrega em fevereiro.

Por Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas

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