Com chuvas, plantio da soja chega a 70% em Laguna Carapã (MS)

Publicado em 17/10/2016 10:42 e atualizado em 17/10/2016 15:55
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Algumas áreas estão sendo replantadas na região devido à ocorrência de queda de granizo na última semana. Produtores estão preocupados com a baixa disponibilidade e com a qualidade das sementes. Para essa safra, poucos contratos foram feitos antecipadamente, com valores entre R$ 70,00 até R$ 76,00 a saca.

Com as chuvas mais frequentes, o plantio da soja avançou e já está completo em 70% da área prevista para essa temporada na região de Laguna Carapã (MS). Inclusive, a perspectiva é que alguns produtores finalizem os trabalhos nos campos ainda essa semana. Por enquanto, as previsões climáticas indicam chuvas para a localidade nos próximos dois dias e mais para o final do mês, entre os dias 26 a 27.

Porém, diante das chuvas fortes e da queda de granizo, ocorridas no final da semana anterior, alguns agricultores estão realizando o replantio em algumas áreas. “Foi em uma área localizada dentro do município. Até orientamos que, antes do replantio, os produtores passem a grade nas áreas para movimentar o solo que foi congelado e evitar o mau nascimento da soja”, alerta o técnico agrícola da Ellite Agropecuária, Antônio Rodrigues Neto.

Outra preocupação decorrente dessa situação é a semente. Na região, os produtores também estão apreensivos com a baixa disponibilidade e a qualidade das sementes. “Temos várias reclamações de soja com pouco vigor. E se houver um problema com replantio em áreas grandes, não teremos sementes suficientes”, reforça o técnico agrícola.

Em relação ao acesso ao crédito, Neto destaca que, os produtores rurais da localidade não tiveram tantas dificuldades na aquisição dos recursos para essa temporada. Por outro lado, os agricultores estão mais cautelosos nas vendas e poucos negócios foram realizados antecipadamente, com valores entre R$ 70,00 a R$ 76,00 a saca.

Região

Em outras localidades como Caarapó e Dourados, os produtores ressaltam que as chuvas estão em falta. Em contrapartida, em Ponta Porã e Aral Moreira, as precipitações foram mais fortes. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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