Argentina: indefinição sobre tamanho da oferta continuará influenciando mercado

Publicado em 27/01/2017 17:01 e atualizado em 29/01/2017 10:21
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com MÁRIO MARIANO
Confira a entrevista de Mário Mariano - Analista da Novo Rumo Corretora

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Argentina continua no radar dos investidores em Chicago e mesmo sem definição sobre perdas

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O dia encerrou no "zero a zero" para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT), apesar da movimentação negativa em parte da sessão. O clima de incerteza sobre a safra na América do Sul paira e gera dúvidas sobre o tamanho da oferta.

De acordo com Mário Mariano, da Novo Rumo Corretora, os preços do farelo de soja também foram um importante driver para o aumento do preço da soja em grão. Em três dias de pregão, o aumento do farelo foi de 11%, depois caindo de 3,5% a 4%. Com isso, a soja também subiu em torno de 7%, com perdas de 3,5%.

A preocupação do mercado se volta para o farelo por ser este o principal produto exportado pela Argentina, que se encontra em uma situação na qual as previsões de safra oscilam em torno de 50 a 53 milhões de toneladas. No entanto, pesquisas recentes de empresas particulares indicam que apenas 2,5 milhões de toneladas devem ser perdidos na América do Sul, ou seja, o continente deverá ter uma safra total de 172,5 milhões de toneladas, já considerando as perdas na Argentina.

O risco de aumento explosivo de preços, portanto, pode dar-se somente com a confirmação do tamanho da safra argentina, mas este número não deve vir tão cedo. No Brasil, ainda há um movimento de preocupação climática no Matopiba.

A China, por sua vez, "não pode e não tem interesse de reduzir volumes de importação de soja". As importações dos Estados Unidos diminuem, mas o produto na América do Sul, sobretudo, o brasileiro, está mais barato. O volume só não é tão expressivo porque houve perda de ganhos por parte do esmagador chinês.

Na comercialização brasileira, uma paralisação de caminhoneiros na virada do mês aumentou o custo do frete e, com isso, houve uma perda em torno de R$2 por saca para os produtores do Centro-Oeste. Com 55% da safra comercializada, não há um interesse de vendas imediatas antes da colheita.

Na questão cambial, as vendas antecipadas nos preços antigos, ao comparar com o câmbio atual, "pode-se dizer que o produtor acertou em fazer vendas antecipadas em reais", aponta o analista. O resultado em dólar também pode trazer benefício para a reposição de insumos para o plantio da próxima safra.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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