Em RR, produtores aumentam área destinada ao plantio da soja e investem em variedades convencionais

Publicado em 18/04/2017 10:43
Confira a entrevista com Marlon Cristiano Buss
Perspectiva para o clima é favorável e o cultivo da soja deve ter início em maio no estado. Em torno de 95% da área, de 30 mil hectares, será semeada com material convencional. Custos de produção estão próximos de 26 a 28/scs por hectare. Ligação Brasil-Georgetown, na Guiana, irá contribuir para o escoamento da safra.

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Soja - Marlon Cristiano Buss - Secretário de Agricultura

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Em Roraima, os produtores acompanham o calendário de plantio do Hemisfério Norte. É por isso que, neste momento, a região de Boa Vista se prepara para o plantio de soja.

De acordo com Marlon Buss, secretário de agricultura e produtor rural na região, o clima é favorável e muitos produtores já se mostram ansiosos para plantar logo, mas a janela ideal de plantio somente se inicia no mês de maio. Serão mais de 30 mil hectares plantados de soja e os insumos já se encontram nos municípios, aguardando pelo início da janela.

Como os produtores começaram a se organizar com antecedência, o preço barganhado nas operações de barter foi melhor, de 26 a 28 sacas de soja, o que Buss considera "aceitável para nossas condições". Muitos produtores também conseguiram custeio agrícola ou utilizaram recursos próprios, diminuindo a relação para 21 sacas de soja. A região defende as variedades convencionais, com a proposta de ter um mercado diferenciado frente ao restante do Brasil.

Os preços, no entanto, também se encontram baixo, o que fez com que poucas comercializações antecipadas fossem feitas. No porto, os preços giram em torno de R$67 a R$69, enquanto no interior os preços estão entre R$61 a R$62.

Em Roraima, ainda é incessante também a busca por novos mercados, diferenciando os negócios futuros. Há também um forte investimento em logística - fator que se tornará realidade com a construção de um acesso ao porto de Georgetown, na Guiana Inglesa. A Inglaterra realizará investimentos no caminho até o porto e os produtores poderão ter um diferencial no custo de produção.

 

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Por:
Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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