Soja em Chicago recua com previsão de boas chuvas na Argentina no final de semana e sem novidades da demanda nos últimos dias

Nesta quinta-feira (7), o mercado da soja teve mais uma sessão negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), de olho nas questões climáticas, principalmente no que diz respeito à Argentina.
Flávio França Jr., consultor de agronegócios da França Jr. Consultoria, destaca que as últimas duas semanas não apresentaram grandes notícias do lado da demanda, de forma que as previsões para a próxima safra da América do Sul foram a principal parte do radar.
A alta anterior vinha em função de um clima mais seco e quente na Argentina e no sul do Brasil nos próximos 15 dias. Agora, as chuvas do último final de semana e as próximas chuvas previstas para estas áreas, que devem ser adequadas para a necessidade de plantio, tira o nervosismo criado por essa situação do jogo do mercado.
Contudo, o momento não é nem de alta nem de queda estabelecida. Segundo França Jr., o consumo global forte forma um "colchão interessante" para os preços, assim como as especulações em torno do La Niña e sua intensidade. Assim, ele acredita que o suporte do mercado está na casa dos US$9,85/bushel.
Diante deste cenário, a venda por parte do produtor brasileiro depende muito da posição deste. Aqueles que já venderam bastante, na visão do consultor, podem aguardar um pouco mais. No entanto, aqueles que estão pouco vendidos devem aproveitar qualquer momento de pico, seja com a CBOT e o câmbio combinados ou apenas em um desses fatores, já que o mês de janeiro traz a entrada da safra nova.
Cerca de 25% da soja nova foi negociada até o momento, quando o normal para essa época seria 35% - embora este não seja um grande problema. O que preocupa mais para o consultor são os 10% de soja disponível que ainda faltam ser vendidos.
Para 2018, ele acredita que o preço médio da oleaginosa não deve ser muito diferente de 2017, considerando CBOT, câmbio e prêmios.
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