Produtores iniciam a colheita da soja em Ponta Grossa (PR) e produtividade está abaixo da registrada na safra anterior

Publicado em 13/03/2018 10:52 e atualizado em 13/03/2018 14:25
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Chuvas excessivas e falta de luminosidade afetaram o rendimento das lavouras nesta temporada. Agricultores seguem atentos ao comportamento do clima na região. Preços reagiram e soja é cotada entre R$ 77,00 a R$ 78,00 a saca na localidade. Falta de políticas públicas deve resultar em nova queda na área cultivada com o trigo na safra de inverno.

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Os produtores rurais deram início da colheita da soja na região de Ponta Grossa/PR. As condições climáticas estão contribuindo para o andamento dos trabalhos de campo, entretanto, a produtividade será menor nesta safra se comparado com a temporada passada.

Conforme explica o Presidente do Sindicato Rural do município, Gustavo Ribas Netto, o excesso de chuvas e a falta de luminosidade prejudicaram o desenvolvimento da planta. “Nós tivemos situações extremas, já que no final do ano ficou quase 30 dias chovendo e depois tivemos períodos secos mais intensos. Tivemos algumas perdas principalmente na cultura do feijão”, destaca.

Nesta temporada, a grande preocupação dos agricultores foi com a incidência de doenças de fim de ciclo, especialmente a ferrugem asiática. “Com as adversidades climáticas, acabou dificultando a aplicação de fungicidas nas lavouras”, afirma.

Comercialização

Na localidade, as referências para a soja disponível reagiram e está em torno de R$ 77,00 a R$ 78,00 a saca. Segundo a liderança, o principal fator do aumento nas cotações é devido à estiagem da Argentina. “Quanto maior forem às perdas consolidadas na safra da Argentina, maior será o espaço que o brasileiro tem para faturar”, ressalta.

Safra de Inferno

Até o momento, os produtores rurais da região não sabem qual cultura vão preferir para cultivar na safra de inverno, pois a área destinada ao trigo será reduzida. “Com a falta de política pública para a cultura do trigo, o Brasil não conseguirá produzir a quantidade necessária que é consumida”, finaliza.  

Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

    As medias no oeste paulista, em geral, estão abaixo do ano passado..., a minha fechou 6% abaixo.

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