Região de Guaíra (PR) sofre com falta de chuvas e 15% da área plantada de soja já está perdida

Publicado em 10/12/2018 14:47 e atualizado em 10/12/2018 16:04
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Com mais de 20 dias sem chuvas e 10ºC a menos do que a safra passada a produtividade da região deve cair 30% e produtores já se preparam para os prejuízos.
Silvanir Rosset - Presidente do Sindicato Rural de Guaíra/PR

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Entrevista com Silvanir Rosset - Presidente do Sindicato Rural de Guaíra/PR sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

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A falta de chuva e o frio que estão presentes no oeste do estado do Paraná vem prejudicando a melhor evolução das lavouras de soja. A estiagem chega a mais de 20 dias na região e a temperatura média cerca de 10ºC menor do que a apresentada na safra passada. Esses dois fatores combinados montam um cenário em que, aproximadamente, 15% das áreas plantadas já estejam condenadas, e outra grande área enfrente problemas de desenvolvimento.

“A temperatura média do início ao fim da safra 2017/18 ficou registrada em 28ºC, e na safra atual temos de média de temperatura, até o momento, 18ºC. Essa diferença de 10 graus ajudou para as primeiras plantas cultivadas ficarem com um porte menor e com menos carga por pé. A cidade de Guaíra foi abençoada por ter pancadas de chuva localizadas e temos 70% da área com a soja sem deficiência hídrica em que o solo ainda está aguentando, mas no entorno do município a estiagem chega a passar dos 20 dias e já existe 15% da área plantada com perdas consagradas”, diz Silvanir Rosset, presidente do Sindicato Rural de Gauíra (PR).

Com todos esses problemas, a expectativa do presidente do sindicato é de que a produtividade local caia cerca de 30% com relação à safra 2017/18. “A safra passada ficou com uma média de 150 sacas por alqueire e esse ano acreditamos que, se continuar com esses 70% do munícipio ainda recebendo chuvas até o final do ciclo, teremos uma quebra de 30% na produtividade. No entorno do município temos cerca de 20% já muito comprometida e se tivermos entre 40/50 sacas por alqueire nessas regiões vai ser muito”, alerta Rosset.

Todo esse cenário negativo se forma justamente em uma safra que teve um custo de produção elevado puxado pelo aumento do dólar e problemas relacionados à tabela de frete. “O produtor veio animado de uma safra cheia e não teve medo de investir nessa safra, ele teve toda a vontade de voltar a investir como fez no ano passado. Como o dólar chegou até a R$4,20 os custos se elevaram muito e diferença de custo de produção da safra passada para essa foi muito grande. A grande maioria dos produtores, cerca de 90%, fizeram o travamento de 25 a 30% da safra para garantir preços nos picos bom do mercado. Hoje o preço está em R$ 69,50 a saca e esperamos que o valor se movimente para cima, mas infelizmente o produtor não vai conseguir fechar a conta”, lamenta Silvanir.

Confira imagens das lavouras em Guaíra (PR)

Silvanir RossetSilvanir Rosset

 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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