'Quem estruturou e aguardou... ganhou', diz produtor de Chapadão do Céu

Publicado em 31/01/2019 11:16 e atualizado em 31/01/2019 12:28
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Melhor uma safra só, mas bem feita, do que perder em duas, diz Walter Rigodanzo

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Melhor uma safra só, mas bem feita, do que perder em duas, diz Valter Rigodanzo

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O Notícias Agrícolas esteve na área de soja do produtor Walter Rigodanzo, em Chapadão do Céu (GO), onde há a expectativa de uma produção de 90 sacas por hectare.

Nesta área, foi plantado um cultivar de ciclo médio com 15 a 20 dias de diferença da maioria dos produtores, que iniciaram o plantio assim que o vazio sanitário foi encerrado.

O plantio dos vizinhos de Rigodanzo, assim, sofreu bastante com o veranico. Contudo, sua lavoura respondeu com produtividade, atendendo a um projeto que está sendo desenvolvido em todo o Brasil.

Entretanto, há informações de lavouras com material precoce que alcançam uma produção de 64 sacas por hectare. Em relação a outras regiões do estado, o resultado alcançado, segundo Rigodanzo, foi bom.

Para ele, a diferença está no solo, que conta com um percentual elevado de argila. Com 45% a 60% de argila no solo, a cultura tem uma resistência um pouco maior.

Ele ressalta que o processo que segue em sua lavoura tem um custo elevado e que as propriedades têm que ir fazendo isso em parcelas. Mas, como ele lembra, toda a agricultura tem que ser muito bem planejada - e, no final das contas, os produtores colhem lucratividade. "Quando você investe em tecnologias, o resultado final é lucro", afirma.

 

Veja fotos:

Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GOWalter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GOWalter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GOWalter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO Walter Rigodanzo e JB - Chapadão do Céu - GO

 

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Por: João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Juliane Matheus Laurani Campo Mourão - PR

    Eu fico indignado com esse tipo de comentário, "Quem aguardou... ganhou" ou "Melhor uma safra só, mas bem feita, do que perder em duas, diz Walter Rigodanzo". Ganhou simplesmente por uma condição climática favorável e não por qualquer outro motivo. Se a seca tivesse ocorrido em Janeiro e não em Dezembro eu também teria uma produtividade altíssima e estaria com uma lavoura de milho com condição de dar um bom lucro na safrinha quanto a soja da safra. Ninguém prevê o clima.... depois de acontecer fica muito facil falar.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Adivinhar o passado é moleza. E se o veranico fosse em janeiro? É correto estruturar bem o solo, quimicamente e fisicamente, mas creditar sucesso na produtividade por causa de data de plantio é errado. Deve estar fazendo propaganda de algum produto. Veremos a seguir.

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Jogar perolas aos porcos, você já ouviu isso?? Sabe o que quer dizer ??

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      A mensagem do sr Joao Batista nao foi dada no sentido de que todo mundo tem que seguir as ideias do sr Valter Rigodanzo... Eu entendo que ele apresentou isso como uma ALTERNATIVA à orientaçao rigida de se plantar no cedo para ter a janela da safrinha... Cada regiao tem o historico de chuvas que pode orientar um pouco. mas nunca podera' ser considerado 100% certo...

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Os produtores voltaram a um assunto da maior importancia novamente, a questão da renda nas atividades agropecuárias.... E eu vou fazer um esforço lógico para explicar um ponto de vista que considero bastante forte e que envolve outra questão, a questão tributária.... Sei que reclamar por aumento de renda apenas favorece outra classe, a classe dos funcionários públicos, ao mesmo tempo que favorece o sistema socialista..., logico que os funcionários públicos vão defender uma "garantia" de renda ao produtor, pois que a própria renda desses funcionários públicos depende em grande parte dos impostos arrecadados por essas atividades. Impostos sempre são cobrados de uns para serem repassados a outros.... Dessa forma é que coloco o problema da renda agropecuária..., o problema são os altos custos gerados por uma carga tributária absurda, todos sabemos disso, além do que os recursos necessários para "tocar" qualquer atividade agropecuária, são necessários, além de grandes na quantidade de maquinaria e infra-estrutura, grandes volumes desses mesmos recursos... E o governo tributa tudo, então o problema da renda agropecuária no Brasil sob esse ponto de vista não existe, o que ocorre é apenas transferencia de renda dos "colonos" para os cola-fina das cidades, recursos tirados do produtor e que vão sustentar outra maquinaria, a maquinaria pública... Qualquer zé mané do setor público que bate o ponto 5 horas por dia ganha mais que um colono que toca um sitio de 30 ha e se mata de trabalhar dia e noite... Logicamente o Estado e o governo tem de ser diminuidos, pois nenhum país jamais suportou uma classe de funcionários públicos (tornada elite economica) por muito tempo. É lamentável olhar produtores, caminhoneiros, donos de restaurantes de beira de estrada, todos penando para manter uma casta privilegiada pela via legislativa, como são cheios de privilégios os deputados, os mesmos que foram eleitos para resolver os problemas do país, mas que na realidade não sabendo resolver nem os próprios, acabam por utilizar Leis que criam ainda mais problemas -- principalmente para a pobreza Mas o pior é que utilizam o dinheiro público para enriquecer, e o pior, não tendo competencia para fazer isso de maneira licita, fazem ilicitamente, num casamento macabro com o funcionalismo público, num grande acordo, tipo nós aumentamos seus salários e voces não enxergam nada do que fazemos. Esse é um dos maiores problemas do país. Outro grande problema que temos é o da propaganda governamental e estatal, não tanto por noticiar feitos e ações falsos, mas por lançar premissas na cabeça dos leitores que vão levar inevitavelmente às descrições falsas da própria realidade em que vive o povo brasileiro. E o precedente é esse, as falsas descrições da realidade é que não deixam o povo brasileiro melhorar o padrão de vida... Dessa forma é que sobrevive o setor público, inventando problemas inexistentes, deixando a própria realidade de lado para que os verdadeiros problemas do pais jamais sejam resolvidos. A questão então é que sempre irão existir os aproveitadores, aqueles que querem viver do suor alheio, e bem... Cabe a cada um de nós combater e não permitir isso, começando por enxergar a verdade daquilo que os politicos fazem, que é fingir amizade e compreensão, quando na realidade procuram incessantemente, dia e noite, por novas formas de ferrar quem está ganhando a vida honestamente.

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    • EDNEI RESENDEGOIATUBA - GO

      A intenção principal de se ter uma noticia com base nesta reportagem é sim mostra um avanço para minimizar as oscilações das condições climáticas..., observo que o produtor Rigodanzo iniciou um trabalho em uma parte de sua propriedade, ou seja aprendizado, dedicação, trabalho, custos...

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  • nilo otavio baqueta Mamborê - PR

    Tenho amigos que fazem investimentos pesados na lavoura..., correção de solo (calcário, gesso, cama de frango, etc), rotação de culturas, proteção das plantas ... quando conversamos, eles sempre dizem que não importa o que gastam, querem produzir..., colhem todo ano ( exceto este) de 80 a 90 sacos por hectare ... nem que o custo fique em 70, 80 mas o que importa é produzir..., bem, pra resumir: este ano foi um ano de stress hídrico e temperaturas nunca vistas aqui na nossa região..., um desses amigos meu já disse que vai ter que vender uma parte do sítio para cobrir as dívidas... o que penso é que devemos, sim, buscar melhorar..., pois diferente do que muitos pensam, o agricultor não vive só de super-produção, ele vive de lucro!

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    • GERALDO GENTILEIBAITI - PR

      Absolutamente perfeito o seu comentário, caro Nilo. Eu sempre digo que "o que importa não é produzir muito e sim LUCRAR MUITO". Custos de produção muito alto é o caminho certo para ter problemas financeiros, pois os imprevistos sempre acontecem.

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      O CERTO e' aquilo que da CERTO!!!!

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