Com colheita da soja ainda no início, Minas Gerais registra queda na produtividade entre 15 e 20%
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Entrevista com Rodrigo Otávio de Araújo Herval - Pres. Comis. Grãos da Faemg sobre o Acompanhamento de Safra da Soja
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O ciclo da soja em Minas Gerais começou promissor com boas chuvas em novembro, porém o mês de dezembro e o início de janeiro trouxeram até 20 dias seguidos sem chuvas, o que prejudicou o melhor desenvolvimento dos grãos. Com os trabalhos de colheita ainda no início, o estado vem registrando médias de produtividade a baixo do esperado.
“Estamos com uma safra tensa e rezando para tudo dar certo no final. Temos notícias de soja que teria um grande potencial que, ainda que não seja uma quebra, é uma colheita fraca em relação a possibilidade que ela tinha. Em virtude dos veranicos e do calor que está muito excessivo nós podemos estimar entre 15 e 20% de perdas produtivas”, afirma Rodrigo Otávio de Araújo Herval, presidente da comissão de grãos da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais).
Com essa queda na produtividade esperada, que era de 55/57 sacas por hectare, e os preços de venda da soja não remunerando conforme o esperado o ideal para o produtor é fazer as contas para verificar qual o valor permite fechar a conta e procurar as melhores opções de venda. “Temos que acreditar, sempre fazer contas, procurar o melhor preço e não ficar fechado sempre no mesmo comprador. Tem que procurar sempre a melhor proposta e fazer as suas contas, não dá para ficar esperando grandes preços para pagar a conta que as vezes já está paga”, comenta Herval.
Confira a entrevista completa no vídeo.
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