Luís Eduardo Magalhães/BA deve começar colheita da soja em 10/02 com expectativa de 15% de quebra

Publicado em 04/02/2019 12:21 e atualizado em 04/02/2019 14:34
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Regiões do município enfrentaram até 40 dias sem chuvas, o que diminui potencial produtivo que era esperado em 76 sacas por hectare. Produtores aguardam regularização das chuvas para não aumentar perdas.
Cícero José Teixeira - Presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães/BA

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Entrevista com Cícero José Teixeira - Pres. Sind. Rural de Luís Eduardo Magalhães-BA sobre o Acompanhamento Safra de Soja

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A irregularidade marcou a distribuição das chuvas na região e Luís Eduardo Magalhães/BA durante o desenvolvimento das lavouras de soja, principalmente entre os meses de dezembro e janeiro, com algumas localidades do município ficando até 40 dias sem chuvas. Diante desse cenário, a expectativa de produtividade já está 15% menor do que a esperada para esta safra 2018/19 de 76 sacas por hectare.

“Quando as nossas lavouras estavam em estado vegetavtivo nós tivemos bastante chuva e o sistema radicular dessas plantas ficou muito superficial. Com a paralização das chuvas no dia 10 de dezembro houve casos de voltar a chover agora em fevereiro e isso veio a prejudicar muito a nossa produtividade. O que era esperado de super safra em nossa região, hoje já não podemos mais falar da mesma forma”, conta Cícero José Teixeira, presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães/BA.

Como a colheita se inicia na cidade entre os dias 10 e 20 de fevereiro, os produtores ficam no aguardo de que as chuvas voltem e se regularizem para que essa estimativa de perdas pare de crescer.

Aliado a essa diminuição na produção, o mercado segue remunerando o produtor menos do que o esperado, deixando a conta da safra difícil para se fechada, principalmente, devido ao aumento nos custos de produção puxados pela tabela de frete.

“O frete foi o que realmente veio a prejudicar devido a nossa logística que, infelizmente, é 100% sobre rodas. Então o nosso adubo está à 1 mil quilômetros de distância, a nossa soja tem que ir à 1 mil quilômetros, e tudo sobre rodas. Fica difícil ter um custo mais baixo com o custo do transporte sobre rodas sendo um dos mais caros até então”, conta Teixeira.

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por Guilherme Dorigatti
Fonte Notícias Agrícolas

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