Soja brasileira segue muito competitiva e chega a ser US$ 10 / t mais barata que a americana
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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Eduardo Vanin - Analista de Mercado da Agrinvest
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A soja encerrou esta quarta-feira com quedas entre 3 e 5 pontos, refletindo o pânico generalizado que tomou o mercado após a OMS declarar a Covid-19 (novo coronavírus) como uma pandemia. O mercado de commodites reagiu negativamente com a declaração, rucuando após a recuperação ocorrida ontem.
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Já o dólar disparou frente ao real e perto de 16h30 (horário de Brasília), a alta passava de 2% para levar a divisa aos R$ 4,748. O dollar index também marcava altas nesta tarde de quarta, de cerca de 0,15% para 96.537 pontos. E não só frente ao real, mas a moeda americana frente a uma série de outras divisas.
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Com esses dois fatores na balança, a soja brasileiro torna-se cada vez mais competitiva, principalmente diante da soja americana. A diferença chega a ser de US$ 10 por tonelada, o que será uma chamariz para a demanda chinesa, já que o país vai retomando sua rotina aos poucos.
Uma combinação de demanda forte e mais um elevado percentual da safra atual já comprometida com a comercialização - quase 70% - promove uma elevação também dos prêmios, o que favorece ainda mais os valores da oleaginosa em reais.
"A demanda da China está maior e concentrada no Brasil. E os preços vão continuar altos se o câmbio continuar subindo", explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. Além disso, o executivo completa que a soja brasileira é a mais barata para os chineses ainda neste momento. "Assim, acredito que os prêmios também continuarão subindo.
Nos portos do Brasil, os preços chegaram a alcançar R$ 95,00 por saca nos melhores momentos da temporada, na última semana. E nesta semana, mesmo com todas as turbulências, os indicativos não ficam longe disso.
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