Soja fecha nos US$ 12 em Chicago refletindo força dos fundamentos e comportamento dos fundos

Publicado em 17/12/2020 17:14 e atualizado em 17/12/2020 17:50 2274 exibições
Mário Mariano Moraes Júnior - Diretor Comercial Agrosoya/Novo Rumo Commodities
Entrevista com Mário Mariano Moraes Júnior sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Entrevista com Mário Mariano Moraes Júnior sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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A soja voltou a testar os US$ 12,00 por bushel na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira (17) e fechou o dia com altas de mais de 1%. Intensificando suas altas depois do boletim de vendas semanais para exportação dos EUA trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado fechou com o janeiro sendo cotado a US$ 12,01 e o março com US$ 12,05 por bushel, com altas de 17,50 pontos. 

Ao lado de outros fatores, o fato dos EUA já ter comprometido 90% do total estimado para ser exportado de soja na temporada 2020/21 foi um dos vetores de alta para os futuros da oleaginosa nesta quinta, como explica Mário Mariano, diretor comercial da Novo Rumo Commodities e da Agrosoya. 

+ Clima na América do Sul + Estoques dos EUA: Preços da soja podem "explodir" com combinação, diz analista americano

As vendas de soja dos EUA na semana encerrada em 10 de dezembro foram de 922,3 mil toneladas, contra as projeções do mercado de 400 mil a 900 mil toneladas. A China responde pela maior parte do volume, mais uma vez. 

No acumulado da temporada, as vendas de soja para exportação já chegam a 53,828,9 milhões de toneladas, superando largamente o ano passado neste mesmo período, quando o total comprometido era de pouco mais de 28 milhões. 

A estimativa do USDA é de que os EUA exporte em 2020/21 59,88 milhões de toneladas. 

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Mais do que isso, há ainda preocupações com o clima na América do Sul, em especial na Argentina, e os desdobramentos da greve dos trabalhadores portuários na Argentina. O protesto dura mais de uma semana e já paralisa 22 portos no país. 

Com isso, o mercado do farelo sente os efeitos com a menor oferta argentina no cenário global, dando espaço ao derivado norte-americano. Assim, na semana, os preços já acumulam um ganho de mais de 4% na CBOT. 

Do lado gráfico, o mercado viu ainda uma resistência nos US$ 11,91 no vencimento janeiro sendo rompida. "Unimos a força de alta com os fundamentos e o mercado buscou esse patamar dos US$ 12,00 por bushel", diz Mariano. 

O comportamento da demanda, principalmente da China, é de perto monitorada também pelos traders, já que o país deverá se voltar novamante, de forma mais presente, aos EUA, ao passo em que as novas ofertas de Brasil e Argentina se atrasem para chegar ao mercado em função do clima adverso. 

"Fundos comprados vêm aumentando sucessivamente sua participação no complexo soja. A avaliação desses fundos é, exatamente, o lado especulador quem tem maior velocidade na decisão de fazer uma alavancagem nos mercados futuros. E eles alcançaram seus objetivos", explica o analista. 

Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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