Soja: Altas fortes em Chicago nesta 3ª feira são anuladas no Brasil pela queda forte dos prêmios
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Altas fortes em Chicago são anuladas no Brasil pela queda forte dos prêmios
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O mercado da soja encerrou os negócios desta terça-feira (13) com fortes altas de 26,50 a 30,50 pontos na Bolsa de Chicago entre os contratos mais negociados. O julho terminou o dia com US$ 13,99 e o novembro, referência para a safra americana, sendo cotado a US$ 12,39 por bushel. Durante a sessão, os preços chegaram a subir mais de 40 pontos e o julho a superar os US$ 14,00.
Como explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, os modelos americano e europeu de clima se alinharam indicando menos chuvas para os próximos dias nos Estados Unidos, em regiões que já vem sofrendo com a falta delas. Além disso, o mercado também já se pauta nos mapas que mostram que julho e agosto serão meses também mais quentes e secos, o que poderiam fragilizar ainda mais a nova safra americana.
Agora, além das condições climáticas, das chuvas e temperaturas que foram se confirmando para o Corn Belt, o mercado também estará atento ao relatório de área que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês. Será neste reporte a primeira revisão para a área e também pode mexer com o andamento dos preços.
Afinal, o plantio aconteceu de forma bastante rápida neste ano nos EUA, o que leva uma parte grande das lavouras a chegarem a estágios semelhantes em um mesmo período e, dessa forma, estarem mais expostas aos riscos. Vanin reafirma que o risco maior nos EUA agora se dá para o milho, mas a soja também sofre, o que ajudou no espaço aos ganhos registrados nesta terça, por exemplo.
Ao lado da questão climática, os preços da soja em grão nesta terça-feira tiveram ainda apoio nos ganhos fortes do óleo de soja, que subiram refletindo mudanças previstas para a política de biocombustíveis norte-americana, as quais deverão ser informadas na semana que vem. Os futuros do derivado chegaram a subir mais de 2%.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, porém, os ganhos não chegaram para os preços nas mesmas proporções, uma vez que o avanço em Chicago foi completamente neutralizado por novas baixas nos prêmios. "O problema é que a produção é maior do que a capacidade de exportação neste momento", explica Eduardo Vanin. "Tem demanda, é grande, mas não cresceu. E a capacidade de escoamento do Brasil também não cresceu, mas a produção sim".
Além de uma oferta mais robusta, também segundo o analista, há o sentimento no mercado "de que o Brasil vai ter que vender toda esta soja", o que deixa os compradores sem terem que alongar ou correr pra fazer suas aquisições, o que também pesa sobre as cotações no mercado nacional. "O prêmio hoje é o que melhor reflete a realidade do Brasil".
A soja brasileira continua muito competitiva, em especial para os meses de julho e agosto, setembro também começando a se mostrar mais atrativa, e também a soja da nova safra do Brasil vai entrando na conta, se mostrando atrativa. Nesta terça foram registrados prêmios negativos de 55 cents de dólar para março/24.
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