Mesmo produtor com alta inversão tecnológica tem custos menores que a cana de usina, que já começa perdendo na produtividade

Publicado em 12/04/2018 16:07 e atualizado em 12/04/2018 17:31
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O gerenciamento de grandes áreas agrícolas também infla os valores para manter as lavouras, além do que o foco industrial, mais forte, desvia a atenção sobre todas as variáveis do manejo. Resulta em cana de baixa qualidade. Parcerias como o Zillor mantém é modelo, que remunera pelo valor agregado.

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Paulo Roberto Artioli, diretor agrícola da Tecnocana, conversou nesta quinta-feira (12) com o Notícias Agrícolas para destacar os custos na produção de cana de açúcar, bem como a diferença destes na comparação entre produtores e usinas.

Segundo Artioli, o custo se apresenta bastante elevado. Com as novas tecnologias que estão presentes no setor, estes se elevaram mais ainda, de forma que os produtores ainda devem aprender a obter um benefício advindo deste fator - é difícil retomar as margens de anteriormente.

Ele também acredita que o Consecana deve ser reformulado e adaptado à essa nova realidade pela qual passa o produto, já que a cana do fornecedor ainda tem um custo menor do que a cana da usina.

Segundo levantamente feito por Ricardo Pinto, da RPA Consultoria, em entrevista ao site, o custo da cana para o produtor está em torno de R$75 por tonelada, enquanto a cana de usina possui um custo de R$93 por tonelada. Na medida em que a área das usinas é grande, há uma dificuldade maior para gerenciar essa produção.

A Tecnocana possui um custo médio de produção de R$8 mil por hectare. Segundo Artioli, a empresa está esperançosa com a produção, "mas não tanto com os preços".

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Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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