Com 150 mm de déficit hídrico, canaviais deixaram de ganhar até 15/t, ajudando a potencializar quebra de 50 mi/t

Publicado em 11/07/2018 11:15
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Além do desenvolvimento final das lavouras, seca acarreta doenças e também afeta a brotação da socaria. Somada à cana velha, de renovação de no máximo 12%, a estimativa é de uma safra no Centro-Sul de 550/555 milhões de toneladas.
Dib Nunes - Presidente do Grupo Ideia

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Entrevista com Dib Nunes - Presidente do Grupo Ideia sobre a Estiagem prejudica mais a cana

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Nesta quarta-feira (11), o presidente do Grupo Ideia, Dib Nunes, conversou com o Notícias Agrícolas sobre os efeitos da estiagem na produtividade da cana, que se encontra em plena safra em São Paulo.

Desde o mês de março, o estado, salvo alguns episódios localizados, não recebe chuvas. De acordo com Nunes, essa foi uma constante nos últimos dez anos: foram apenas duas safras com boas chuvas.

Essa não é uma realidade apenas de São Paulo, mas também do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Minas Gerais e Goiás, normalmente, não possuem período chuvoso nesta época do ano.

Como ele avalia, o maior prejuízo será nas canas brotadas neste período, que podem sofrer um déficit hídrico de 150mm. É um número preocupante, segundo Nunes. Toda a cana já está sentindo a falta de produtividade.

Uma solução é deixar a planta no canavial e não realizar nenhum trato cultural para colher no início da próxima safra. Contudo, não há nem 5% de canaviais que vão ser deixados por conta deste problema.

Sobre um canavial mais velho, a falta de chuvas também pode potencializar a perda de produtividade.

Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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