Café: Análises não focam na dificuldade de comprar lotes da atual safra 2017/2018

Publicado em 23/02/2018 18:12 e atualizado em 23/02/2018 19:17
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O mercado de café não se alterou esta semana.

Estamos em fevereiro, faltam ainda mais de quatro meses do atual ano-safra, mas tanto analistas como compradores concentram o debate no tamanho da próxima safra brasileira de café. Em nosso último boletim semanal, de 16 de fevereiro, demos nossa visão sobre a próxima safra brasileira de café 2018/2019 e porque, em nossa opinião, todas as análises focam nesse assunto e não na dificuldade para comprar lotes de café da atual safra 2017/2018, em volume suficiente para cumprir embarques imediatos.

Sem estoques governamentais pela primeira vez em nossa história, mesmo com embarques baixos até o final de junho, quando termina o atual ano-safra, precisaremos ainda, para atender nosso consumo interno e exportações, alguma coisa como 21 milhões de sacas da atual safra brasileira. É um grande volume de café e não é possível afirmar se o mercado conseguirá comprar todo esse café nas atuais bases de preço.

Até agora conseguiram represar os preços, e falando insistentemente na próxima safra recorde brasileira vão “alimentando” os algoritmos com números e análises que sugerem excesso de oferta a partir de julho próximo. Assim seguram, derrubam aos poucos, as cotações na ICE em Nova Iorque, principal termômetro do mercado mundial de café.

O deputado federal Evair de Melo, do Espírito Santo, representante dos cafeicultores capixabas no Congresso Nacional, será o novo coordenador institucional da FPA - Frente Parlamentar da Agricultura na Câmara dos Deputados. A nova presidente será a deputada Tereza Cristina do Mato Grosso do Sul. Evair destaca a importância do trabalho realizado pela Frente, uma das maiores e mais organizadas bancadas da Câmara dos Deputados. Nos últimos anos, a FPA tem se destacado com sua composição pluripartidária, reunindo mais de 200 parlamentares, um exemplo no trabalho pelo segmento.

O mercado físico brasileiro teve uma semana mais ativa, com um volume ligeiramente maior de negócios fechados. Apesar do feriado na segunda-feira nos EUA, quando a ICE não trabalhou, no restante da semana as cotações oscilaram bastante e o dólar valorizou-se frente ao real. Nos momentos em que os contratos de café estavam em alta saíram negócios no físico com preços pouco acima dos da semana passada.

Até dia 22, os embarques de fevereiro estavam em 1.212.051 sacas de café arábica, 7.732 sacas de café conillon, mais 113.971 sacas de café solúvel, totalizando 1.333.754 sacas embarcadas, contra 1.103.880 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o mesmo dia 22, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em fevereiro totalizavam 1.981.898 sacas, contra 1.708.365 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 16, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 23, subiu nos contratos para entrega em maio próximo 55 pontos ou US$ 0,73 (R$ 2,37) por saca. Em reais, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 16 a R$ 512,19 por saca, e hoje dia 23, a R$ 518,22 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 10 pontos.

Fonte: Escritório Carvalhaes

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