Mercado de feijão carioca apresentou um recuo muito forte por parte dos compradores

Publicado em 13/08/2010 16:00 1786 exibições

FEIJÃO CARIOCA  13/08 - O mercado  de feijão carioca ontem apresentou um recuo muito forte por parte  dos compradores. Motivados muito mais pela indiferença do varejo que não está repondendo dentro do normal esta semana na demanda de fardos, a decisão dos compradores foi: para pagar caro tem tempo. Nesta situação, produtores um pouco mais necessitados acabaram cedendo e foram reportados negócios até mesmo abaixo de R$ 90 FOB fazenda em Unaí e, em Cristalina, a referência foi a mesma. Era esperado. Aqui mesmo em nossos boletins alertamos que feijão se vende quando o comprador aparece disposto a comprar. Neste quadro momentâneo que também não deverá durar muito tempo, segundo os mais experientes operadores, a recomendação é a mesma: que os produtores vendam porém dividam seus lotes e façam suas vendas escalonadas. Já os compradores adotarão  muito provavelmente uma postura defensiva comprando o mínimo necessário.

FEIJÃO PRETO 13/08-  O mercado do feijão preto está se mantendo calmo. Abastecido por Argentina em pequenos volumes de  importações  e muito pouco ainda da Bolívia. Este último muito tem se falado mas pouco tem sido efetivamente fechado uma vez que o volume de oferta devera ser maior somente no final do mês. Ontem alguns negócios CIF ao redor de R$ 90/95 e até mesmo R$ 100 maquinado polido com prazo de 30 dias.

 

Bahia poderá ter queda de 60% na produção de feijão e deixar   mercado desabastecido


A queda na produção de feijão na macrorregião de Ribeira de Pombal (BA) deve ser superior a 60%, segundo as estimativas levantadas na  região.  

A macrorregião é formada por mais de 25 municípios que são divididos, normalmente, em três cidades centralizadoras: Ribeira do Pombal, Euclides da Cunha e Jeremoabo.

Os dados coletados mostram que em Euclides da Cunha apenas 30% da área normalmente cultivada foi plantada nessa safra. Produtores de Jeremoabo, que perderam toda a lavoura nos primeiros plantios, reportaram que tiveram que replantar o feijão, o que ocasionou uma perda de 60% na produtividade. Em Adustina, na microrregião de Ribeira do Pombal cerca de 90% da área de feijão foi destinada à cultura do milho, um pouco menos sensível às oscilações de tempo.

CHUVAS - O Engenheiro Agrônomo Bruno Angelis explica que a queda ocorreu inicialmente porque faltou chuva nos primeiros plantios (meados de maio) mas que, agora, o que atrapalha os produtores é o excesso de chuvas. As precipitações acima do normal favorecem o desenvolvimento da Antracnose e do Mofo-Branco (doenças que atacam a planta durante o crescimento e inibem a produtividade).


Em Ribeira do Pombal choveu cerca de 148 mm no último mês. São 102% a mais que o normal de 73 mm. E deve continuar chovendo. Segundo Celso Oliveira, da Somar Meterologia, a expectativa é que se tenha uma chuva 25% a mais que o normal na região em Agosto. “Chover acima da média não quer dizer que haverá prejuízos, mas, dependendo da distribuição da chuvas, isso pode afetar, sim, a colheita na região”.

ABASTECIMENTO – Segundo Angelis, a próxima entrada de feijão no mercado nas cidades de Ribeira do Pombal deve ocorrer apenas no final de agosto ou início de setembro. “As poucas áreas que salvaram-se já estão colhendo porém com baixíssima produtividade - de 3 - 5 sacas por  hectare -  feijão umido e sem condições de transporte. Logo, o destino deste produto é o mercado local”, analisa.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro do Feijão, Marcelo Eduardo Lüders, lembra que o mercado brasileiro no momento é abastecido somente com feijão irrigado e contava-se com o feijão daquela  região . “O volume de feijão que entrará daqui a aproximadamente um mês, não será suficiente para abastecer o mercado”, afirma, completando “Haverá valorização e conseqüente aumento de preços, por isso é preciso que o produtor venda estrategicamente seu produto”.

mercado atacadista

Preço da Saca de 60 kg

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preco ao produtor

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Correpar

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