Vamos dar nome aos bois, não somente os codinomes, por Valdir Fries

Publicado em 20/09/2016 16:05
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Agora somos nós os “apressadinhos” que iniciamos o plantio na primeira quinzena de setembro que buscamos uma resposta rápida e se possível “PRECISA” do meteorologista LUIZ RENATO LAZINSKI.

Qual a hora certa para plantar?

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Segundo reportagem publicada no Portal do Projeto SOJA BRASIL ainda no dia 12 de setembro de 2016, em relação ao Estado do Paraná, o meteorologista afirmou o seguinte:  “Para quem antecipou, a notícia é ruim, as chuvas não devem chegar ao estado antes do final do mês, o que representa um grande risco as plantas”.

Disse ele: “Nós avisamos sobre estes riscos para os apressadinhos. Mas, não deram ouvidos”, garante ele. “Sem chuvas e sem umidade no solo o que resta é rezar para a planta resistir.”

ESTAMOS SIM DE OUVIDOS E OLHOS ATENTOS…

E já que o meteorologista NÃO SE CONTEVE em apenas divulgar as previsões climáticas e simplesmente fazer seu trabalho… Por este motivo, gostaríamos agora de receber a resposta do meteorologista do INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA – INMET… O que aconteceu de ERRADO amigo? 

Enquanto isso, vamos lá…

Nós produtores rurais somos mesmo uns capachos???

Sim!!! Para muitos é o que somos considerados, até porque a qualquer decisão tomada, a cada atividade e ou operação realizada por nós produtores rurais, que por ventura ou qualquer razão possa dar errado, lá vem os donos da verdade a nos identificar através de todo e qualquer CODINOME.

Sobre tudo o que possa dar errado, nós produtores rurais somos acostumados a receber inúmeros CODINOMES, tanto de ativistas… ambientalistas, filósofos, intelectuais, além dos cantores de cabarés e qualquer outra pessoa suburbana, que ao mesmo tempo, colocam suas posições técnicas, profissionais ideológicas e intelectuais, definem o problema e atribuem a pena à todos, de forma meia que generalizada.

Se não nos bastasse no passado recente de sermos considerados de destruidores da natureza e até de”caloteiros” … Vem agora um METEOROLOGISTA com base em suas “PREVISÕES” nos chamar de “apressadinhos”… Neste caso especificamente, a “noticia é ruim” … Ruim para ele… As PREVISÕES DO “AUTOR” do codinome  DERAM ERRADA… Erradas para ele… daí amigo?

POIS BEM!!!

A exploração agrícola é mesmo a céu aberto, passiveis de todos os riscos climáticos, e sabemos que em muitos casos, é das condições climáticas que nós produtores ficamos refém.

Por mais que tomamos todos os cuidados, buscando informação para aperfeiçoar nossos conhecimentos e assim realizamos um planejamento das atividades, por fim tomamos a decisão do que plantar e quando plantar.

Na exploração de qualquer atividade rural, DECISÃO é o que precisamos tomar a todo instante, e para diminuir os riscos, que se iniciam ainda no pré plantio, desde a melhor umidade relativa do ar e temperaturas mais amenas para realizar a operação da dessecação das ervas daninhas, e principalmente na hora de plantar, as condições de umidade do solo que garantam a boa germinação das sementes, e também as previsões climáticas futuras são fatores determinantes para decidirmos o inicio do plantio.

Todas as  decisões nos preocupam em muito, o que nos leva a buscar informações constantes tanto de clima como também de mercado em diversas fontes, seja através dos meios de comunicação, eventos técnicos, resultados dos institutos de pesquisa, imagens de satélite e analise de diversos institutos de meteorologia, parâmetros das empresas de assessoria, técnicos de cooperativas, Emater, e tantos outros meios de difusores de informação, para depois podermos tomar a melhor decisão.

Cada decisão cabe a cada um de nós, por mais informações que possamos ter em relação ao clima, sabemos que podemos errar, mas cabe a cada um de nós produtor rural, e tão somente a nós produtor rural tomarmos a decisão da melhor hora de plantar, de colher e de vender.

De graça, NINGUÉM VAI ASSUMIR UM ERRO QUE POSSA TER CAUSADO PREJUÍZO A VOCÊ PRODUTOR, portanto seja convicto em suas decisões. A partir deste momento, o risco é de cada um.

Valdir Fries 2

Decida por você mesmo com base nas informações e no seu conhecimento, até porque nem um analista de mercado vai te ressarcir se por ventura ele errar nas perspectivas de mercado futuro, nem um METEOROLOGISTA vai voltar a TEMPO para se redimir diante de uma alteração climática que possa frustar as previsões por ele divulgadas.

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Sabemos que em relação a clima todos podemos errar, inclusive os meteorologistas, e se errar cabe a cada um que tomou sua própria decisão assumir seu erro, sem a necessidade de atribui qualquer CODINOME a quem quer que seja.

O tempo não volta atrás, portanto seja convicto da sua decisão, não espere que os outros decidam por você. 

Se assim fosse, não teria iniciado o plantio no dia 11 de setembro, e no dia 12 de setembro enquanto muitos produtores Paranaenses realizavam o plantio, o Doutor Luiz Renato Lazinski se antecipava a nos atribuir codinomes e penalidades, sem antes aferir os próprios resultados de suas próprias previsões.

Enquanto o Doutor alardeava suas “razões” nós estávamos plantando em solo com as melhores condições de umidade para uma boa germinação, e logo depois, a menos de 24 horas após sua metralhadora parar de detonar, a chuva chegou em diversas regiões do Paraná.

Nos antecipando a qualquer fenômeno climático, que por ventura possa acontecer caso se caracterize o La Niña, que de acordo com as previsões, podem provocar estiagem em janeiro de 2017, e com base nisso e também nas condições adequadas de umidade e também nas possibilidades de ocorrência de chuvas divulgadas por institutos de meteorologia nas tais previsões alongadas decidimos por iniciar o plantio.

ITAMBÉ – PARANÁ : Chuvas do mês de AGOSTO – nos dias 08; 15; 18; 19; 29 e 30, totalizando 133 mm e no mês de setembro no pré plantio chuvas no dia 04 e 05 com acumulado de 16 mm, o que nos deu condições de plantio, e por incrível que pareça, caro amigo Luiz Renato Lazinski, para seu conhecimento no dia 13 de setembro choveu mais 11 mm,  e hoje voltou a chover, a menos de uma semana da divulgação das suas previsões e atribuições …

Embora tenha Doutor cometido erro ético, nem por isso vou atribuir qualquer CODINOME ao Meteorologista, o Doutor Luiz trabalha com previsões, e previsões sempre são PREVISÕES…

O QUE CABE A NÓS PRODUTORES É PLANTAR E PRODUZIR.

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Fonte: Valdir Edemar Fries

2 comentários

  • Valdir Edemar Fries Itambé - PR

    Se tratando de "PREVISÕES", Rodrigo Polo Pires, sabemos que todo e qualquer meteorologista pode cometer equívocos, pois se trata de clima e as alterações são constantes..., porém quando o profissional quer decidir por você, já passa a ter compromisso e dever de se garantir e garantir suas posições, no entanto não é o que ocorre... Motivo que editei o texto e enviei para a direção do INMET cobrando uma posição, até porque o Instituto é custeado com recursos públicos, ligado ao MAPA, e cabe a eles fazer as "previsões"... de resto, não o de que eles se pronunciarem, até porque as decisões são de nossa conta.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Parabéns por isso Valdir, é assim que se cobra respeito dessa turma, funcionários que recebem dinheiro público e falam em nome de instituições publicamente devem responder por suas falas e devem explicações, espero que respondam a você e que possamos saber o que tem a dizer a direção do INMET. Reitero que concordo plenamente com você.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Aos que não leram o artigo do Valdir Edemar Fries, recomendo a leitura.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Gostei Valdir, ficou bom de verdade, e digo que gostaria de ver você com toda essa ênfase e violência retórica também em outros assuntos. Ninguém pode dizer que você não é um sujeito ponderado, prudente, um excelente produtor e sei disso por que fiquei sabendo de suas médias, resultado de um ótimo sistema de produção. Fiquei admirado com o tom do artigo, repito, ficou muito bom, e seria ótimo se usasse da mesma tonalidade quando falar de nossos politicos, eles não merecem misericórdia. No mais, concordo com você.

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