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Super Safra e os campeões de produtividade no agronegócio de 2017

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Estou no oeste de Santa Catarina, região de um Brasil que segue acima da pauta das desgraças de ausência de liderança e desgovernança do país.

Em Chapecó, Xaxim, Joaçaba, Concórdia, e na cidade de Xanxerê (que na língua indígena significa ‘ninho de cascavel’), aconteceu mais um evento grandioso, o Super Safra, com participação de produtores rurais, que além de produzirem mais neste ano, ainda alcançaram níveis extraordinários de produtividade.

No prêmio Super Safra de Santa Catarina a família Virmond foi a campeã graças à liderança dos jovens. Um deles se chama Felipe, que conquistou uma marca impressionante no milho, de 273 sacas por ha, ou seja, mais de 16 mil kg de milho por ha.

Um recorde extraordinário, de botar inveja nos melhores produtores do mundo.

Semana passada, vimos o recorde da soja, e nessa semana o milho, e isso se deve também graças à tecnologia de vanguarda da Agroceres acompanhamento da Sementes Bortoluzzi.

Enquanto podemos vivenciar e valorizar campeões do trabalho e da produtividade nesta Super Safra brasileira, assistimos o país ficar tomado por uma agenda diária de personagens públicos, ou que do anonimato se tornam públicos apenas para evidenciar os erros de caráter e desgraças de um teatro de horrores.

Por isso, vamos ficar de olho no agronegócio e colocar em evidência legítimos campeões brasileiros do trabalho e da produtividade.

Parabéns, Família Virmond, Abelardo Luz e seus jovens produtores, esses vão ao futuro.

Temer veta duas MPs e responde a Gisele Bündchen

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Em conversa com Roberto Rodrigues, nosso ex-ministro da agricultura, ele comentou emocionado com a homenagem que a maravilhosa atriz francesa Catherine Deneuve fez no final do ano passado ao receber o magno Prêmio da Arte Teatral, o Molière, na França.

 

Ela dedicou o prêmio aos agricultores franceses. Então, comentamos o quanto os agricultores são amados e valorizados na Europa inteira, não apenas na França.

 

Na semana passada, vindo de Portugal, pude ver ali as iniciativas para promover o retorno de jovens ao campo com estímulos oficiais para isso.

 

Mas, ao olharmos a agricultura europeia e norte-americana, o que constatamos, acima de tudo, e dessa paixão do povo por quem produz no campo, está o seguro rural, generalizado e para todos.

 

A existência do seguro rural contra os imprevistos costumeiros do campo, como clima, preços, (no Brasil, pragas e doenças), o seguro promove a liberdade e a independência dos produtores, além de beneficiar toda a cadeia produtiva, os insumos, as máquinas, os bancos, a agroindústria e o aumento a segurança alimentar para o cidadão, o consumidor final.

 

 

Agora, o Presidente Temer foi para a Rússia e para a Noruega, mas antes de partir, mandou dizer para nossa belíssima Gisele Bündchen e para a ONG WWF – World Wide Fund for Nature que vetou duas Medidas Provisórias (MP) 756 e 758 que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no município de Novo Progresso, no Pará, que supostamente serviria às explorações indevidas, pois foi transformada de área preservada em área de proteção ambiental.

 

Em resposta, Temer twittou para Gisele: “Vetei hoje integralmente todos os itens das MPs que diminuíam a área preservada da Amazônia”.

Não sou contra, o meio ambiente irá prevalecer… mesmo com os Estados Unidos saindo do acordo de Paris, e mesmo com os países ricos onde todos os produtores rurais já desmataram tudo o que podiam desmatar, não tendo mais o que desmatar.

 

Por que o Presidente Temer não acrescentou no seu Twitter a seguinte mensagem:

 

“Sim encantadora e maior top model do planeta, nossa brasileira Gisele Bündchen, peço sua ajuda, da mesma forma. Por favor, pode dizer ao mundo que os produtores rurais brasileiros são hoje os maiores protetores de matas nativas e de reservas florestais do mundo, conforme constatado e informado internacionalmente pela Embrapa e monitoramento por satélite”

 

 

20,5% das áreas rurais são preservadas, mais do que 13,1% das unidades de conservação e mais do que 13,8% da vegetação nativa em terras indígenas. A nossa mãe terra no Brasil está muito mais bela do que em todos os outros cantos do planeta.

 

 

Catherine Deneuve ofereceu o seu Molière aos produtores franceses, Gisele Bündchen poderia também fazer algo pelos nossos 5 milhões de produtores e suas famílias, não os confundindo com o terrível nome de ‘desmatadores’.

 

Viva a Catherine Deneuve e a beleza de Gisele Bündchen, mas o Presidente Temer perdeu grande chance de twittar muito melhor do que twittou.

 

No encontro da Bela com a Fera, deu Bela.

O esperado Plano Safra

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O esperado Plano Safra está sendo considerado pelas lideranças do agronegócio, um ano cheio de escassez de recursos do governo.

 

Precisamos considerar que, além do uso da tecnologia, nesta safra, foi o fator positivo do clima, o que nos levou a mais de 230 milhões de toneladas.

 

Dessa forma, “se São Pedro ajudar de novo”, teremos condições sim de bater novo recorde para a próxima lavoura, que começará a partir de agosto deste ano.


 Os volumes de crédito são um pouco superiores em relação ao ano passado, chegando agora a 190 bilhões de reais. Os juros tiveram queda de cerca de 1 ponto percentual… e existem alguns incentivos para alguns programas como o da construção e ampliação da armazenagem.

 

Também cresce o volume para o programa de modernização da frota de tratores e máquinas agrícolas, com colheitadeiras… e aparece um programa de subvenção ao prêmio do seguro rural.

 

Mas, parte das lideranças também considerou este plano safra acanhado perante as necessidades dos produtores rurais.

 

Por outro lado, o que me preocupa mesmo é a instabilidade do atual governo, o que traria mais insegurança, incerteza e ambiente negativo para o agro na nova safra, e uma nova bomba que pode estourar tem vínculos com o Porto de Santos, local estratégico do agro brasileiro pela sua importância logística

 

Das 82 perguntas encaminhadas ao presidente temer pela Polícia Federal – e que não foram respondidas- , nove delas têm ligações com o Porto de Santos e supostos pagamentos de propinas pagas no início dos anos 2000 ao presidente da Companhia Docas de São Paulo, e ao então presidente da câmara…o próprio Michel Temer.

 

Ou seja, há riscos de toda ordem para a nova safra, mas a pior de todas está exatamente na confiança da liderança governamental.

 

A hora do agronegócio, plantando, criando e enfrentando turbulências.

Um novo marketing ético da Agropecuária Brasileira

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Não se faz mais Agronegócio sem a palavra sustentabilidade. Isso quer dizer, não roube do futuro para ganhar no presente. Essa conta precisará ser paga pelas novas gerações. Portanto, o presente passa a ser resultado do futuro e, sustentabilidade envolve que o lucro só será justo se não ferir o meio ambiente e a responsabilidade social. Muito bem, mas uma pergunta que sempre tem sido feita, quem vai pagar por isso?

Uma ótima iniciativa do Ministro Blairo Maggi, da Agricultura Pecuária e Abastecimento, foi a de incentivar e trazer para o meio do governo, exatamente um especialista nas relações com ONGs.
As ONGs, Organizações não governamentais, chegam próximas dos governos. No Diário Oficial da União vimos a nomeação de João Campari para o cargo de Assessor Especial, do Ministro Blairo Maggi.

João Campari foi o  Ex Diretor e Economista líder da ONG TNC – The Nature Conservancy. Este ex ONG será o responsável pela interlocução do Ministério com as Organizações Nacionais e Internacionais ligadas ao Meio Ambiente.

Uma decisão correta do governo, pois não há mais possibilidade de discutirmos acesso aos mercados sem o diálogo com as ONGs, o que chamamos do 4º elo do Agronegócio, o além das porteiras. Mas também precisamos negociar valor agregado e remuneração diferenciada para as commodities originadas sob condições ambientais e sociais especiais.

A TNC é a maior ONG do mundo no aspecto ambiental tendo representação em 30 países. Nessa nova visão pela sustentabilidade, o produtor rural não é somente um produtor de alimentos, e sim um prestador de serviços ambientais importantíssimos, que ainda nem sempre são reconhecidos tampouco remunerados.

Buscar monetizar, ou seja, obter valor pelos serviços ambientais, passa a ser um ótimo desafio e missão do novo Agronegócio, ou melhor, uma Agrossociedade.

Quem diria, anos atrás um membro de uma ONG, o lado exatamente oposto do governo…
Sinais da evolução dos tempos.
Precisamos faturar vendendo alimento e qualidade no meio ambiente. Isto quer dizer um novo marketing ético da produção Agropecuária Brasileira.

Código florestal : Falta inserir toda a cadeia do agronegócio na questão.

com 2 comentários

Vejo que a discussão do código florestal mira e coloca na ” mosca ” do alvo fundamentalmente a classe dos produtores rurais. Um erro de dimensionamento grave. Agronegócio é 20% agricultura, 10% insumos e máquinas , e 70% pós porteira das fazendas como transporte, logistica, processamento, industrialização, atacado, varejo, e serviços da alimentação e energia, até o consumidor final. Ao vermos modernas ferramentas e estudos da gestão avançada da sustentabilidade no agronegócio, já disponiveis no Brasil, revelarem que o agricultor em si, não responde por mais de 20% do impacto sobre a sustentabilidade de toda a cadeia do agribusiness, fica claro que essa conversa está atirando num coelho , enquanto as manadas de Mamutes ficam invisíveis. Nieztche, o filósofo,  disse que a única  coisa invencivel no mundo é a ignorãncia.  Claro, produtores rurais tem sua parte nesse ” sustentabilibusiness “, mas cuidado a conta toda está sendo endereçada para o elo mais fraco da corrente. Atenção lideranças, chamem os outros aliados para a mesa das negociações, e administrem seus egos. Sem agricultura e pecuária não tem agronegócio, mas o  resto do agronegocio representa cerca de 80% desse nobre macro segmento. Assim ja dizia o saudoso Ney Bittencourt, pai do conceito aqui no Brasil : ” tem que olhar e administrar a cadeia inteira, sempre, inteira..”

30 de agosto de 2011 as 23:09