Fala Produtor

  • Cristiano Zavaschi Cristalina - GO 30/06/2011 00:00

    Amigo Valter: Também sou produtor rual, vivo exclusivamente da agropecuária, já plantei fora do calendário recomendado para minha região, já tive problemas com excesso e falta de chuva, com preços e quaisquer outros tantos passíveis de acontecer na minha região. O risco não deve ser avaliado de forma qualitativa, pois tudo (até estar dormindo) implica em riscos. Este deve ser avaliado de forma quantitativa: riscos baixos, moderados ou altos. Nem a melhor seguradora do mundo garantiria plantios tão atrasados como ocorreu em cerca de metade do PR, MS e MT. Se garantisse o premio cobrado seria altíssimo, economicamente inviável. A verdade é que somos levados pela onda de que tem que se aproveitar ao máximo a terra, movimentar toda a indústria de insumos, mas na hora de quitar as contas, este é um ato que o agricultor fica para resolver SOZINHO. Não proponho aqui um julgamento daqueles que arriscaram seu plantio atrasado, pois foi um ato de coragem (muitos não foram bem na safra de verão e tinham na safrinha depositada uma grande esperança), porém cabe aqui uma reflexão sobre até que ponto devemos nos deixar seduzir pelos altos preços e esquecermos do resto.

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  • EDSON LUIZ FONTANA Rio Verde - GO 30/06/2011 00:00

    GOSTARIA DE SABER SE O GOVERNO VAI AJUDAR NO ESCOAMENTO DE MILHO DA BAHIA ESTE ANO?

    SABEMOS QUE NEM TODOS OS PRODUTORES DESTE CEREAL ESTÃO EM POSIÇÃO CONFORTAVEL.

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  • Valter Antoniassi Fátima do Sul - MS 30/06/2011 00:00

    Chega até a ser hilário a controvérsia dos produtores..., aqueles que não tiveram problema com as geadas comportam-se como se o frio fosse o unico risco...., esquecem do excesso de chuva, da falta dela, dos temporais, granizo, ventanias, dos caloteiros que roubam a safra depois de colhida (o que já ocorreu por diversas vezes) e, pra finalizar, este governo "maravilhoso", que foi eleito com muito voto de produtor, e que faz uma politica cambial desfavorável.... e ainda tem gente nos acham loucos... talvez tenham razão, para produzir neste País temos de ser meio insanos mesmos...

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 30/06/2011 00:00

    Amigos produtores, a respeito de Seguro para isto e aquilo, quero lembrar-lhes que o assunto não progride a contento uma vez que existem imperfeições técnicas no Zoneamento Agro Climatico. Além disto, para ter direito ao Seguro, este Zoneamento tem que ser seguido à risca. Daí quando menos se espera, um canetaço politico estica os prazos de plantio e as Seguradoras caem fora. Na pratica é isto que acontece. Outro defeito, aliás o MAIOR defeito do Seguro brasileiro, é que você paga uma taxa de contribuição calculada em cima do seu Projeto de Financiamento e a indenização é calculada pela média de produtividade do Chutômetro do IBGE. Já fomos à Diretoria do Banco do Brasil reclamar, eles aceitam indenizar pela produtividade prevista nos financiamentos, porém, querem em troca a universalização, quer dizer, todos seriam obrigados a aderir.

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  • Jose Francisco Ribeiro Brasília - DF 30/06/2011 00:00

    Assinem nosso manifesto contra uso do dinheiro público na fusão do Grupo Pão de Açucar do Sr. Abilio Diniz e o Carrefour... , Para Ministério Público da União, http://peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N11868

    Comentário referente a notícia: [b]Fusão Pão-de-Açúcar/Carrefour: "Se houve participação da presidente Dilma, o caso é ainda mais grave"[/b]

    Veja a notícia completa http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=91612

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  • Valcir Raimundo Ghizzoni GENTIL - RS 30/06/2011 00:00

    Srs. Pesenti e Zavaschi, concordo plenamente com os srs..., o agricultor tem que parar de pensar como um jogador, ele contraria as leis da natureza, as leis de mercado e as leis da probabilidade, a velha matemática. Se dá prejuízo não se planta..., como pequeno plantador, desisti de plantar trigo pois cheguei a ter R$ 500,00 p/ha. de prejuízo..., hoje semeio aveia ao custo de R$ 100,00 p/ha. para cobertura do solo e não corro riscos.

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  • Cristiano Zavaschi Cristalina - GO 30/06/2011 00:00

    Caros amigos, não sei porque tantas críticas ao Sr. Pesenti..., se o que ele quis, no fundo, foi colaborar conosco. Se a cultura já é de alto risco quando instalada na época correta, se assim mesmo foi plantada totalmente fora de hora , desrespeitando o calendário agrícola e a própria experiência dos senhores, queriam que ocorresse o quê? Que as leis da natureza mudem para esperar o milho encher o grão? Sei da coragem e da perseverança do agricultor paranaense e brasileiro, porém seria muito mais prudente trabalharmos em cima da minimização dos riscos e não no sentido contrário. Ás vezes é melhor ficar parado do que ter grandes prejuízos.

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 30/06/2011 00:00

    Sr. João Olivi, ainda sobre AGRICULTURA SUSTENTÁVEL, para a produção das nossas safras agrícolas, importamos 91 % do POTÁSSIO , 75 % do NITROGÊNIO e 51 % do FÓSFORO presentes nos fertilizantes que utilizamos. Com relação aos micronutrientes não é muito diferente . Há pesquisas e trabalhos desenvolvidos pelo IPNI Brasil, chamado BOAS PRATICAS PARA USO EFICIENTE DE FERTILIZANTES (BPUF) mas, não é incluído em NENHUM PAC ou programa de politica ( ? ) do MAPA , além de não ser criado nem um programa de incentivo, para as industrias ( misturadoras) usarem tecnologias já disponíveis, que iriam diminuir as perdas, em função das nossas condições edafoclimaticas. A palavra SUSTENTÁVEL exige, entre outras, o uso INTELIGENTE de todos os recursos, inclusive a COGNIÇÃO HUMANA. ....” E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “ ....

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  • Roberto Carlos Maurer Almirante Tamandaré do Sul - RS 29/06/2011 00:00

    Sr.Valter Antoniassi, concordo e faço minhas suas palavras..., senão bastasse uma desgraça destas com muito prejuízo aos agricultores atingidos, que vêem suas esperanças passar de uma noite ser levada (dormir rico e acordar pobre) talvez aquele dinheiro que iria fazer a diferença ir pelo ralo. (sou solidário mesmo não tendo milho,pois já sofri perdas e sei onde dói). A agricultura toda se faz de alto risco, pois pode ser assolada de varias maneiras: seca, chuvarada, granizo, geada..., o agricultor vive de esperança e se nós fôssemos adivinhar o futuro é logico que não teriam plantado, ninguém é besta e mais besta é quem acha.Talvez seu Eduardo Pecenti seja um agricultor de final de semana ou tenha outra atividade que seja a principal, tendo o prazer de não correr o risco de nada, só indo na boa; inconscientemente acho na verdade que seu Eduardo se expressou ou colocou as palavras no lugar errado, não sendo o que realmente gostaria de expressar.

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  • ademir fontana santa terezinha de itaipu - PR 29/06/2011 00:00

    O sr. EDUARDO PESENTI É JOGADOR DE GOLF... NÃO SEI PORQUE ESTÁ PREOCUPADO COM A GEADA no milho safrinha... ACHEI NO GOOGLE.... MAS ELE TEM TODO DIREITO DE DAR A SUA OPINIÃO. (vejam: Aberto Bandeirantes de Golf, 20 de março de 2011-- O Aberto Bandeirantes contou com a presença de alguns jogadores. LOCAL: Arujá Golf Club – São Paulo;

    RANKING NACIONAL MASCULINO

    Felipe Navarro – Rio de Janeiro

    Felipe Lessa – Porto Alegre

    Giordano Junqueira – Ribeirão Preto

    Octavio Villar – Porto Alegre

    Leonardo Conrado – Porto Alegre

    Daniel Stapff – Curitiba

    Ivo Leão – Curitiba

    Eduardo Pesenti – Foz do Iguaçu

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR 29/06/2011 00:00

    Sr. João Olivi, no lançamento do plano safra 2011/2012, a palavra que foi usada com mais ênfase foi : AGRICULTURA SUSTENTÁVEL..., bem, a retórica tem um som SUSTENTÁVEL mas o que dizer de: " Com a adoção do SPD (sistema de plantio direto), o que temos visto são plantadeiras maiores mas, com restrição a velocidade de plantio ( 6 a 8 Km/ h ) e com a mesma necessidade de CV / LINHA DE PLANTIO. Não se consegue diminuir o peso das plantadeiras, leia-se : quantidade de material gasto para a produção das mesmas .

    Com relação aos vegetais que são cultivados, são em sua maioria, nativos de outros continentes e por conseguinte, adaptados em solos com gênese e fertilidade completamente diferentes aos nossos solos tropicais. Além do trabalho, no campo genético, de adaptação as novas condições meteorológicas, há também, com relação a fertilidade do solo mas, no solo é que há uma “ GRANDE POPULAÇÃO “ de microrganismos, que disponibilizam os nutrientes as plantas e, com certeza são TAMBÉM diferentes dos encontrados na sua região de origem. Com a aplicação da engenharia genética, criaram várias plantas transgênicas mas, a pesquisa e a “ DIREÇÃO “ dos resultados não direcionou para uma maior adaptação das plantas nas novas condições, que levaria, sem dúvida, a novos índices de produtividade.

    Vai aí uma sugestão : que a EMBRAPA direcione as pesquisas para desenvolver PLANTAS TRANSGÊNICAS , adaptadas para a nossa AGRICULTURA TROPICAL . .... “ E VAMOS EM FRENTE ! ! ! “ ....

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  • Gilberto Kiyoharu Nishioka Dourados - MS 29/06/2011 00:00

    Concordo plenamente, com o Valter ! Sabemos que o milho não é para o inverno, mas não temos opção depois que o trigo deixou de ser viavel economicamente !

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  • Valter Antoniassi Fátima do Sul - MS 29/06/2011 00:00

    Sr. EDUARDO PESENTI, eu não acredito que você seja um produtor..., pelo seu comportamento está mais pra funcionário público..., pois parece não ter noção da gravidade do problema..., falo por mim que me preparei para fazer todo o plantio dentro de fevereiro, mas quando passou a época (devido ao excesso de chuva na colheita da soja), tomei a decisão de diminuir a tecnologia do milho... devido o risco climático também plantei um pouco de bráquiária solteira, que não ficou barato..., ou seja, como diz o João Batista, se fosse o Brasil um País sério teríamos alguma forma de seguro..., é disso que nós reclamamos, entendeu?

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  • marcio aldir graf Manoel Ribas - PR 29/06/2011 00:00

    Caro Eduardo Pesenti, concordo com vc. que o plantio de milho safrinha é uma atividade de alto risco, mas mostre-me uma atividade agricola que não o seja? A geada é "culpa" de São Pedro e nada podemos fazer, mas o sr. acha justa as politicas agricolas praticadas no nosso pais? Todos sabemos que é a agricultura que mantem o País de pé, mas o sr. considera que, mesmo assim, a culpa ainda é do agricultor que "arrisca-se" a ter prejuizos para botar comida na mesa do brasileiro ??? só pode ser brincadeira....

    Sou produtor de trigo, outra cultura de risco, onde não temos garantia de preço, mas não posso me dar ao luxo de deixar a terra parada sob risco de ter prejuizo ainda maior por falta de rotaçao de cultura..., o Brasil precisa importar mais da metade do trigo que consome, e ainda assim não tenho pra quem vender o trigo, e quando há comercio para o trigo, os preços estão sempre muito ABAIXO DO PREÇO MINIMO..., e a culpa é de quem??

    Nessas geadas dos dias 27 e 28 terei uma perda de no minimo de 40% do meu trigo, o banco não perdoará meu financiamento, nem o Proagro irá cobrir meu prejuizo..., mas o preço do pão irá subir com certeza..., e a culpa é de quem ? ah sim, seguindo sua linha de raciocinio seria minha (??!!).

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  • dirceu santore palotina - PR 29/06/2011 00:00

    Prejuízo altíssimo na região de Palotina, pois tivemos atraso no plantio e agora o milho encontra-se em fase de enchimento de grãos, fase em que a geada prejudica muito a qualidade...

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