Soja fecha em campo positivo na CBOT, mas ameniza avanço com relações EUAxChina fragilizadas

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta segunda-feira (4). Depois de registrarem ganhos de mais de 10 pontos entre os principais contratos, os preços fecharam o dia com pequenas alts de pouco mais de 4 pontos. O maio foi a US$ 9,16 e o agosto a US$ 9,36 por bushel.
"A semana se inicia com o mercado tentando confirmar o otimismo gerado nos últimos 3 dias, com pronunciamentos oficiais de que os EUA e China estariam caminhando para um acordo comercial, no curto-prazo", explicaram os analista da ARC Mercosul.
O mercado mais uma vez reage aos boatos e, nesse caso, principalmente, às especulações de que Donald Trump e Xi Jinping deverão se reunir para assinar um acordo que já estaria pronto no próximo dia 27 de março. Além disso, o presidente americano pediu à China a imediata retirada das tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, porém, ainda não foi atendido.
Ainda assim, com o mercado sem ter onde se segurar, as possibilidades e novas informações que aparecem acabam tornando-se combustível para uma movimentação dos preços em Chicago, onde a especulação já está exausta.
É importante dizer ainda que novas compras de soja pela China nos EUA não estão sendo feitas.
"A ARC acredita que o fim do conflito comercial entre norte-americanos e asiáticos está próximo, com um fim iminente das barreiras tarifárias sobre a soja e outros produtos de origem agrícola. Os fundos de gestão ativa ainda não precificaram esta possibilidade, uma vez que a retórica já ultrapassa os 12 meses de conversas", completou a consultoria.
Já faz uma semana que o Secretário de Agricultura do EUA, Sonny Perdue, afirmou que a China teria se comprometido a comprar mais soja americana, porém, efetivamente, nenhuma nova venda foi feita até agora. E também à Bloomberg, traders que acompanham de perto o mercado chinês afirmam que nenhum acordo sobre a oleaginosa foi realmente fechado.
"Houve, certamente, muita conversa. Mas não vimos nenhuma evidência de que os exportadores americanos estejam alinhando o frete marítimo para enviar grandes volumes de commodities agrícolas (dos EUA) para a China", diz o economista chefe da INTL FCStone, direto dos EUA, Arlan Sunderman.
No Brasil, faltam referências para os preços, com os mercados fechados em decorrência do Carnaval.
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