CNA debate erradicação da febre aftosa no Brasil
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma transmissão ao vivo pelas redes sociais sobre o tema “Febre aftosa: informação é a melhor defesa”, na terça (07).
O debate contou com a participação do presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antonio de Salvo; do secretário adjunto de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcio Rezende; do diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários do Mapa, Geraldo de Moraes; do vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Salani; e do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli.
O objetivo foi analisar o andamento do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) e nivelar informações sobre o que está sendo feito para o Brasil alcançar o status de livre da doença sem vacinação.
“Precisamos informar para dar segurança aos produtores. Queremos que eles tenham tranquilidade para encarar esses bons ventos que sopram para a pecuária de corte brasileira, mas que saibam os riscos e o que precisa ser feito para manter o que já foi conquistado”, disse Antonio de Salvo.
Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários do Mapa, Geraldo de Moraes, a pandemia provocada pelo coronavírus atrasou algumas etapas previstas dentro do calendário do Plano Estratégico para o fortalecimento do sistema de vigilância e disponibilidade de vacinas para o próximo ciclo.
“A nossa previsão é ampliarmos a discussão no segundo semestre e definirmos os próximos passos para a evolução, com segurança, dessa fase final do nosso processo de erradicação da febre aftosa, que inclui a substituição da vacinação por ações de vigilância e prevenção adequadas”, afirmou.
Para o secretário adjunto de Defesa Agropecuária do Mapa, Marcio Rezende, o Brasil tem um programa bem estruturado e vem conseguindo acessar um número cada vez maior de mercados internacionais para os seus produtos. Ele defende a importância de avanços, mas alerta que não existe a necessidade de “atropelar” etapas.
Vacina - O representante do Sindan destacou que o Brasil conta com uma das vacinas mais seguras e eficientes para imunizar o rebanho. Na opinião de Emilio Salani, o Mapa deve seguir com um planejamento definido e trabalhar com uma previsibilidade de 12 meses para que não faltem vacinas.
“O produtor não tem motivo nenhum para tomar uma decisão intempestiva. Pode tomar a decisão com calma, apoiar o plano e continuar vacinando porque nós temos, hoje, a vacina mais adequada para um rebanho dessa magnitude”, declarou.
Na opinião do presidente da Abiec, Antonio Camardelli, é preciso cautela para avaliar as vantagens e desvantagens da retirada da vacinação dentro das condições do Brasil. Ele ressalta que o País vem aumentando as exportações de carne para a China e abrindo mercados como o da Indonésia, do Canadá e do México.
“Tudo isso é fruto de uma pecuária extremamente cuidadosa, com respeito a todos os procedimentos legais internacionais. Estamos diante de um cenário deslumbrante para o futuro, mas temos que ter muito cuidado para tomar a decisão correta”, alertou.
1 comentário
MAPA informa mais de 12 mi de doses de vacinas contra clostridioses disponibilizadas na 1ª quinzena de maio
China renova licenças de exportação de frigoríficos dos EUA, mostra site da alfândega
Semana encerra com queda de R$7 na arroba do boi em SP e movimento deve seguir no curto prazo
Conheça os fatores que ajudam a definir a melhor estratégia de intensificação da produção pecuária
Mercado do boi encerra semana com recuo de até R$7 na arroba em SP
Apesar da pressão, preços da arroba e tamanho das escalas são melhores que no ano passado
Vladimir zacharias Indaiatuba - SP
O grande argumento para tornar o Brasil livre de aftosa sem vacinação é a obtenção de novos mercados.
Pois bem, gostaria que os defensores dessa posição me indicassem claramente que mercados são esses que ainda não atuamos e qual o valor em dolares e toneladas que seria agregado a exportação atual? Como seria obtido o recurso para formar um fundo e indenizar e financiar o terremoto que seria um eventual novo foco? Já pensaram como neutralizar eventuais sabotagens nessa guerra geo econômica que só se agravará no futuro? Por que o Uruguai, pequeno país líder em qualidade e presença em mercados mais sofisticados, mesmo com um nível de sanidade invejável e muito superior ao nosso continua vacinando seu rebanho?Detalhe: O governo Uruguaio fornece as doses da vacina...