Rabobank: PSA continua 'bagunçando' o cenário da suinocultura chinesa

Os preços do suíno na China vêm caindo desde março, 30% comparado com os valores antes do ano Novo Lunar e 24% comparado com março doi ano passado, segundo relatório do Rabobank referente a abril de 2021.
O declínio do preço é parcialmente atribuído à demanda enfraquecida, mas o fator mais importante é o aumento temporário de produto, uma vez que os suinocultores chineses estão se apressando em vender os animais pelo medo de serem atingidos por surtos de Peste Suína Africana.
Mesmo com a demanda mais fraca, o preço do suíno segue acima de valores altos registrados no histórico do gigante asiático. Enquanto isso, o número de leitões segue baixo e com patamares de preços altos, sendo necessário importar animais vivos.
A queda do preço da carne suína no varejo foi mais lenta do que a dos valores do suíno, representando baixa de 7% em anril relação ao mês março e 10% no comparativo com abril de 2020.
As importações de carne suína começaram o ano com aumento de 25% no primeiro bimestre comparado com o mesmo período de 2020. Apesar disso, o recuo nos preços domésticos do suíno e a firmaza nos valores dos produtos vindos dos exportadores sugerem que as importações feitas pela China nos próximos meses podem diminuir o ritmo.
Leia Mais:
+ China segue com espaço para importação de carnes, soja e milho, diz especialista
0 comentário
Doenças respiratórias na avicultura entram em debate durante o 26º SBSA
Semana Nacional da Carne Suína 2026 aposta na “era da proteína” para impulsionar consumo no Brasil
Preço do suíno estabiliza, mas há pressão nos custos com atraso do plantio da segunda safra de milho e guerra no Oriente Médio
Avicultura na Ucrânia: empresa anuncia €300 milhões para expansão produtiva e projeto de biometano
Conflito no Oriente Médio interrompe cadeias de suprimento e pressiona exportações de frango no mundo
Avicultura europeia: casos de influenza aviária recuam após pico histórico, mas pressão sanitária segue elevada