Futuro do boi na B3 já sinaliza preços menores para @ em outubro quando comparado com o mercado físico ; entenda os motivos
Podcast
Entrevista com Thiago Bernardino de Carvalho - Pesquisador do Cepea sobre o Mercado do Boi Gordo
A expectativa é que a cotação do boi gordo no mercado físico deve ficar abaixo dos preços sinalizados no contrato de outubro. De acordo com o Pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, os pecuaristas ficaram estimulados em confinar os animais neste ano diante das referências elevadas e muitos aproveitaram para travar os preços e os custos.
“Antes do produtor conseguia administrar os animais no pasto, mas agora com os custos elevados os pecuaristas não conseguem segurar o animal no cocho. Por outro lado, os frigoríficos sabendo que os preços estão em patamares altos por dois anos aproveitaram para alongar as escalas de abate e investir em confinamento próprio”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas.
Para o início do ano de 2022, o mercado futuro do boi gordo aponta um cenário de preços elevados para a arroba. “Essa é uma dinâmica muito interessante que está ocorrendo já que o mercado futuro converge do físico. A tendência é que a restrição de animais volte a prevalecer e gere uma valorização dos preços”, informou.
Diante desse cenário, é importante os produtores planejarem as estratégias de comercialização e ficarem atentos às mudanças de negociações. “É preciso colocar no papel a margem e os custos para saber quanto é preciso para travar os custos de produção”, destacou Bernardino.
0 comentário
Carne bovina do Brasil tem outros destinos para driblar cota da China, diz Abrafrigo
Novos recursos para o programa de recuperação sustentável das pastagens com o Renova Pasto do Rabobank
Fluxo firme de exportações, carne valorizada no mercado interno e redução na oferta de animais motivam alta da arroba do boi
Capim híbrido mais eficiente nas áreas de semiárido do Brasil, com resistência ao clima e alto valor nutricional
Cenário positivo para arroba do boi conta com demanda exportadora forte, mercado interno com carne valorizada e redução gradativa dos abates
Países mais exigentes em qualidade da carne estimulam frigoríficos a usar tecnologia para medir teor de gordura