Seguindo petróleo e câmbio, açúcar vira e fecha em alta expressiva em NY e Londres
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (13) com alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. Depois de pressão com temores da demanda, o adoçante encontrou suporte do financeiro e safra 2022/23 do Brasil.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York saltou 0,92%, cotado a US$ 19,69 c/lb, com máxima de 19,75 c/lb e mínima de 19,31 c/lb. Em Londres, o tipo branco fechou com alta de 1,52%, negociado a US$ 495,00 a tonelada.
Depois de pressão na maior parte do dia, estendendo as perdas da semana anterior, acompanhando os temores com a demanda em meio altos preços dos fretes marítimos, o açúcar acabou subindo no fim do dia de olho no financeiro e próxima safra do Brasil.
"O açúcar está positivo no longo prazo com probabilidade de uma safra ruim de cana no Brasil no próximo ano e clima adverso em outros lugares, juntamente com um possível aumento na demanda conforme o mundo emerge da pandemia de Covid-19", disse a Reuters.
No financeiro, o petróleo subia cerca de 1% nesta tarde de segunda-feira nas bolsas internacionais em meio preocupações com o desabastecimento nos EUA depois do furacão Ida e atenção para a chegada de outra tempestade com impacto no Texas nesta semana.
Além disso, o dólar tinha queda leve sobre o real, o que tende a desencorajar as exportações e dá suporte aos preços.
Por outro lado, os temores com a demanda no mercado do açúcar seguem sendo monitorados. Assim como a leve alta anual na produção de adoçante no Centro-Sul do Brasil na segunda metade de agosto, segundo dados da Unica.
"Parece que a demanda [por açúcar] caiu mais rápido do que a oferta, então mesmo depois de perder 6,5 a 7,0 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, ainda vamos terminar o ano com um superávit", disse a corretora Marex Spectron em nota.
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MERCADO INTERNO
Após dias seguidos de alta, a última sexta-feira foi de correção ao índice do açúcar no Brasil. Como referência, na véspera, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, teve baixa de 0,40%, a R$ 140,09 a saca de 50 kg.
No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 134,93 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB cotado a US$ 18,95 c/lb e queda de 2,41%.
ETANOL
O Indicador do etanol hidratado CEPEA/ESALQ - São Paulo teve valorização de 0,37% na última semana, a R$ 3,2365 o litro, enquanto que o anidro avançou 0,16%, a R$ 3,8251 o litro.
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