Novas compras da China e aumento do risco climático na Argentina dão suporte ao movimento de alta da soja em Chicago
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Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro sobre Fechamento de Mercado da Soja
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Depois de um início de semana bastante negativo, os preços de soja negociados na Bolsa de Chicago foram se recuperando e fecharam o pregão desta sexta-feira (15) com altas de dois dígitos, variando entre 10,75 e 11,50 pontos nos principais contratos. Assim, o novembro termina o dia com US$ 12,17 e o maio/22, referência para a safra brasileira, com US$ 12,44 por bushel.
Como explicou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa, entre os fatores que deram suporte aos preços foi o clima na Argentina - que começa a dar sinais de alerta para a nova safra - bem como as notícias melhores vindas do lado da demanda, com novas compras sendo feitas pela China nos EUA e dados melhores de vendas americanas para exportação.
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A cautela, porém, não se dissipa e os preços não deram início a uma nova tendência de alta na CBOT. Afinal, o cenário atual ainda é passível de registrar muitas mudanças, em especial as condições climáticas para a nova safra de soja na América do Sul, principalmente com a notícia que o mercado recebeu esta semana de uma confirmação pelo NOAA de um La Niãn e de intensidade moderada.
"Os mapas mostram que este ano a Argentina pode ter problemas mais sérios com o La Niña, mas não vejo neste momento se isso vai dar sustentação ao mercado ou não. O que eu vejo hoje, considerando lado técnico e possíveis com problema de clima na Argentina, eu diria que o mercado é positivo", diz Sousa.
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