Dólar recua depois de ganhos recentes por ata do Fed mais dura com inflação
![]()
Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caía nesta quinta-feira, fazendo pausa depois de ter fechado numa máxima em duas semanas na véspera com a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que mostrou postura mais dura das autoridades norte-americanas em relação à inflação.
Às 10:07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,25%, a 5,6985 reais na venda, embora tenha chegado a tocar 5,7250 reais mais cedo, alta de 0,21%
Na B3, às 10:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,09%, a 5,7300 reais.
Na véspera, a moeda norte-americana à vista subiu 0,41%, a 5,7128 reais, maior patamar desde 21 de dezembro (5,7394 reais), tendo subido em todas as três primeiras sessões do ano. É normal, depois de sequências vários dias de ganhos ou perdas na divisa, haver movimentos de ajuste.
A moeda norte-americana rondava a estabilidade no exterior, com seu índice frente a uma cesta de pares fortes mostrando variação negativa de 0,02%, mas continuava perto de uma máxima desde julho de 2020 atingida em novembro do ano passado.
O dólar foi impulsionado globalmente na quarta-feira, depois que a ata da reunião de política monetária de 14 a 15 dezembro do banco central norte-americano mostrou que as autoridades podem aumentar os juros mais cedo do que o esperado e reduzir sua carteira geral de ativos para conter a inflação elevada.
"A alta de juros deverá acontecer antes do que os próprios membros esperavam e de maneira mais intensa", disse a equipe de macro e estratégia do BTG Pactual em relatório divulgado na quarta-feira.
Isso, combinado à possibilidade de diminuição do balanço do Fed, mantém expectativas de um dólar global mais forte e alta de juros pelo Fed já em março, disseram os especialistas do BTG, que esperam que o banco central norte-americano eleve os custos dos empréstimos quatro vezes em 2022.
Na manhã desta quarta-feira, os futuros dos juros dos EUA apontavam cerca de 80% de chance de alta da taxa básica do Fed a 0,25% na reunião de março da autoridade monetária.
Juros mais altos nos Estados Unidos são vistos como importante fator de impulso para o dólar porque elevam a rentabilidade dos títulos soberanos norte-americanos, considerados ativo muito seguro, o que tenderia a atrair mais recursos para a maior economia do mundo.
"Como se não bastasse" a sinalização mais dura do que o esperado do Fed, "por aqui ficou o clima de pessimismo sobretudo com as discussões sobre os gastos públicos e ao aumento das incertezas fiscais", disse em nota desta quinta-feira a Genial Investimentos.
Depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, abrir espaço para mais gastos com ajuda financeira à população, servidores públicos de várias categorias têm pressionado a União a promover reajustes salariais, levantando temores sobre a saúde das contas públicas, apesar de melhora recente em dados fiscais.
O Banco Central fará neste pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.
0 comentário
Minério de ferro cai Dalian em retomada das negociações na China
China mantém taxas de empréstimo pelo nono mês consecutivo
Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%
Ações chinesas sobem com otimismo após decisão sobre tarifas dos EUA
Trump avalia novas tarifas de segurança nacional após decisão da Suprema Corte, informa o WSJ
Wall Street tomba em meio a temores de problemas relacionados a IA e preocupações com tarifas