Açúcar fecha 3ª feira com alta leve na Bolsa de NY com suporte do petróleo
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (26) com alta leve na Bolsa de Nova York, apesar de teste de baixa em Londres. O mercado do adoçante foi impactado pelo petróleo, apesar de seguir atenção para as origens.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 0,26%, cotado a 18,93 cents/lb, com máxima de 19,14 cents/lb e mínima de 18,83 cents/lb. Em Londres, o primeiro vencimento caiu 1,77%, negociado a US$ 521,10 a tonelada.
Após baixa na sessão anterior, o mercado do açúcar registrou alta no dia com suporte de ajuste de posições, mantendo-se na casa dos 18 cents/lb. Além disso, o petróleo foi outro fator importante de suporte no dia, com salto de mais de 3%.
"Os comerciantes de petróleo estão colocando os medos do bloqueio de Pequim no espelho retrovisor e, em vez disso, estão se concentrando em mais estímulos vindos da China", disse à Reuters Phil Flynn, analista do Price Futures Group.
As oscilações do óleo são fundamentais na decisão do mix pelas usinas na safra 2022/23.
Ainda no financeiro, por outro lado, há alguma pressão no mercado relacionada com a alta do dólar sobre o real. Um dólar mais alto tende a encorajar as exportações das commodities, mas em compensação pesa sobre os preços externos.
Além disso, o mercado do adoçante segue atento para as informações das principais origens produtoras.
As usinas indianas assinaram contratos para exportar até 8 milhões de toneladas de açúcar em 2021/22 sem subsídios do governo, de acordo com informações da Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA, na sigla em inglês).
Apesar disso, já paira sobre o mercado algum temor com a temporada 2022/23. Já a nova safra do Centro-Sul do Brasil ainda está começando, mas os primeiros resultados estão aquém das expectativas dos envolvidos de mercado.
Nos Estados Unidos, a atenção está voltada para a área plantada de beterraba que está caindo no país à medida em que alguns agricultores mudam para a soja.
MERCADO INTERNO
O mercado brasileiro do açúcar continua sendo cotado em R$ 140 a saca em meio baixa oferta. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou estável, negociado a R$ 139,48 a saca de 50 kg.
"Algumas usinas do estado de São Paulo iniciaram na semana passada a venda de alguns lotes do cristal Icumsa 180 da nova safra 2022/23 no mercado spot. Apesar de a oferta ainda ser baixa, a entrada dos primeiros lotes já exerceu certa pressão sobre os valores", disse o Cepea.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 151,58 a saca - estável, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,06 c/lb com baixa de 1,48%.
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