China compra mais de 1 mi de t de milho dos EUA nesta 5ª feira e busca garantir volume e preços
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma venda de 1,088 milhão de toneladas de milho para a China nesta quinta-feira (28). Do total, 476 mil toneladas são da safra 2021/22 e 612 mil da safra 2022/23.
As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento norte-americano.
"Nas últimas quatro semanas, incluindo esta, o USDA reportou vendas de 4,55 milhões de toneladas de milho para a China. Esse é o ciclo de compras do cereal americano mais agressivo pela China desde março de 2020, quando a China em quatro semanas comprou 11 milhões de toneladas", explica a equipe da Agrinvest Commodities.
A nação asiática vem buscando garantir suas compras no mercado norte-americano temendo, como explicam analistas e consultores de mercado, uma oferta ainda restrita do grão, mesmo com a chegada da nova safra dos Estados Unidos.
Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago testam suas máximas desde 2012, motivados também pelas preocupações com a falta da oferta ucraniana no quadro global diante da continuidade do conflito. E parta da demanda que estaria concentrada na Ucrânia se dirige aos Estados Unidos e a outra, ao Brasil. No acumulado deste ano, os preços da commodity já acumulam um ganho de 38% no ano.
E na China, ainda de acordo com a Agrinvest, as cotações também continuam subindo, bem como os derivados do cereal.
"O que está claro é que a China pagará mais para importar alimentos para pessoas e seus rebanhos, seja agora ou no final do ano, e eles não têm muitas opções de fornecedores. É a relação de oferta e demanda que garante mais um ano bom para os produtores norte-americanos, seja por volume ou preços", explica Douglas Barry, vice-presidente do Conselho de Comunicações do Conselho de Negócios EUA-China, ao South China Morning Post.
De outro lado, os mercados também estão atentos ao comportamento da demanda chinesa diante do grave surto de Covid-19 no país, mas ainda mais sobre as medidas de restrição impostas pelo governo, mantendo os lockdowns e trazendo incertezas sobre o consumo no maior importador de matérias-primas e alimentos do mundo.
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