Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem pela 2ª semana consecutiva
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WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que apresentaram novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou pela segunda semana consecutiva na semana passada, sugerindo algum arrefecimento no mercado de trabalho em meio a uma política monetária e condições financeiras mais rígidas.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 9.000, para 244.000 na semana encerrada em 9 de julho, disse o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam 235.000 pedidos para a última semana. As solicitações têm ficado em torno de 230.000 desde junho.
Tem havido relatos de demissões nos setores de habitação e indústria, que são sensíveis às taxas de juros. Apesar de alguma perda de impulso, a demanda por mão-de-obra continua bastante forte.
Havia 11,3 milhões de vagas de emprego no final de maio, com quase 2 vagas abertas para cada desempregado.
O Federal Reserve deve aumentar os juros nos Estados Unidos em mais 0,75 ponto percentual no final deste mês, aposta que foi reforçada pela alta de 9,1% dos preços ao consumidor nos 12 meses até junho, maior taxa desde novembro de 1981.
O banco central dos EUA aumentou sua taxa de juros em 1,5 ponto percentual desde março
O governo norte-americano informou na sexta-feira passada que a economia criou 372.000 vagas de emprego no mês passado.
Economistas dizem que os pedidos semanais de auxílio desemprego precisam aumentar acima de 250.000 em uma base sustentada para levantar preocupações sobre a saúde do mercado de trabalho.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
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