Fluxo tira dólar das máximas com respiro em commodities e recuperação de moedas emergentes
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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar abandonou a firme alta de mais cedo e operava em torno da estabilidade nesta segunda-feira, chegando a cair brevemente, com as taxas acima de 5,20 reais atraindo vendas conforme o dólar perdia fôlego contra divisas de commodities em meio a uma tentativa de recuperação das matérias-primas.
Analistas destacaram a força do dólar nesta sessão sobretudo em relação a divisas do G10, com o euro de volta abaixo da paridade. A moeda única europeia responde por cerca de 57% da cesta do índice DXY e sua queda de 1% automaticamente empurrava o índice do dólar para cima.
O bloco de moedas emergentes, por outro lado, beneficia-se em parte de preços mais altos de commodities --que nos países desenvolvidos se traduz em mais inflação-- e de taxas mais altas de juros, que funcionam como um amortecedor a pressões cambiais.
O petróleo Brent, referência global, ainda caía 1,4% nesta segunda-feira, mas está longe do piso do dia, quando despencou 4,5%.
O gestor de um fundo em São Paulo chamou atenção para entradas de recursos estrangeiros. Mais recentemente é a conta financeira --pela qual passam empréstimos externos, remessas de lucros e dividendos e investimentos em portfólio-- que tem sustentado o fluxo cambial no azul.
Às 14:46 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,09%, a 5,1640 reais na venda, depois de variar entre 5,2053 reais (+0,71%) e 5,1505 reais (-0,35%).
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a 5,1785 reais.
Às 14:46 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,77%, a 108,980. Peso mexicano, lira turca, peso chileno e rand sul-africano, no entanto, operavam entre estabilidade e alta de 0,3%, também recuperando-se de perdas de mais cedo.
(Por José de Castro)
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