Brasil inicia ciclo de crescimento enquanto mundo vive "refluxo", diz Guedes
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O Brasil vai crescer "só" 2,5% neste ano porque os juros estão "lá em cima", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta sexta-feira, defendendo que o país está apenas começando um ciclo de crescimento econômico enquanto o mundo vive um "refluxo" após décadas de expansão.
"Estou muito otimista, acho que nós dando sequência a nosso trabalho acho que o Brasil vai emergir como a grande potência que é", disse, citando investimentos em comunicação, 5G e um maior olhar do mundo para oferta de energia e alimentos no Brasil, diante das crises da Covid-19 e das cadeias de suprimentos.
O ministro fez as declarações em palestra na Associação da Classe Média (Aclame), do Rio Grande do Sul, em que gastou muito do tempo de fala exaltando as medidas sociais do governo adotadas na pandemia e a recuperação do emprego.
Guedes voltou a dizer que o país precisa ter coragem de fazer política --numa alusão a pretensas discussões sobre orçamentos entre Congresso e governo--, acrescentando que o Brasil funcionou na pandemia --chamada por ele de tempo de guerra-- como deveria funcionar em tempo de paz.
O ministro andou pelo campo político mesmo dizendo que, pelo cargo, não poderia falar do tema, inclusive fazendo críticas aparentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na véspera deu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Bolsonaro concedeu entrevista ao mesmo telejornal na segunda.
"Fica essa pancadaria toda, 'não, o orçamento secreto, a corrupção'. Ontem tinha um candidato falando 'orçamento secreto, corrupção, corrupção'", afirmou Guedes, defendendo que o governo teria liberado apenas metade --cerca de 15 bilhões de reais-- do que poderia aos parlamentares.
DESEMPREGO E IPI
Guedes disse que a taxa de desemprego cairá para "quase 8%" antes do fim do ano. No começo do mês, havia comentado que a taxa recuaria a esse patamar.
No mesmo evento, o chefe do Ministério da Economia disse nesta sexta-feira que o Brasil precisa zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), classificando-o como um "imposto de desindustrialização em massa".
Na quarta-feira, o governo editou decreto que, segundo a Economia, "garante a redução de 35% no IPI da maioria dos itens fabricados no Brasil e, ao mesmo tempo, preserva a competitividade dos produtos da Zona Franca".
De acordo com o ministro, o corte do IPI de 35% é um "bom começo".
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