Economia do Brasil cresce mais do que o esperado no 2º tri com serviços e investimentos
![]()
A economia brasileira cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre de 2022, impulsionada pela recuperação do setor de serviços e aumento do consumo das famílias e dos investimentos, mantendo o ritmo visto no início do ano apesar da inflação e dos juros elevados.
No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 1,2% na comparação com os três meses anteriores, após crescimento de 1,1% entre janeiro e março, no quarto trimestre seguido de taxas positivas.
O resultado divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou acima da expectativa em pesquisa de Reuters de um ganho de 0,9% e mostrou aceleração do crescimento desde o recuo de 0,3% visto no segundo trimestre de 2021.
Com isso, o PIB avançou 2,5% no primeiro semestre do ano frente ao mesmo período de 2021, e a atividade econômica está 3,0% acima do patamar pré-pandemia, visto no quarto trimestre de 2019, de acordo com o IBGE.
Na comparação com o segundo trimestre de 2021, o PIB teve avanço de 3,2%, ante expectativa de alta de 2,8% nessa base de comparação.
As expectativas para a economia brasileira neste ano vêm melhorando, enquanto as projeções para o PIB em 2023 seguem em declínio, em um ambiente de políticas monetária e fiscal em direções opostas --enquanto a primeira busca arrefecer a economia com juros elevados, a segunda dá sustentação à demanda no curto prazo.
CONSUMO
O período de abril a junho foi marcado por um crescimento forte dos serviços, com peso de 70% da economia, mas também da indústria.
O setor de serviços mostrou avanço de 1,3% no segundo trimestre, acelerando ante a taxa de 1,1% do período anterior, ainda favorecido pela retomada das atividades presenciais que estavam represadas durante a pandemia.
Ainda do lado da produção, a indústria cresceu 2,2% e marcou o segundo resultado positivo consecutivo, além da taxa mais alta para o setor desde o terceiro trimestre de 2020 (14,7%), quando estava em franca recuperação dos efeitos da pandemia.
Por sua vez, a agropecuária mostrou expansão de 0,5% no segundo trimestre, ainda sem recuperar totalmente a perda de 0,9% dos três primeiros meses do ano.
Já do lado das despesas, o destaque foi a expansão de 2,6% dos gastos das famílias, maior alta desde o quarto trimestre de 2020 (3,1%), resultado relacionado ao crescimento dos serviços prestados às famílias.
Além disso, no início do ano a economia foi favorecida pela liberação de saques extraordinários do FGTS, antecipação do 13º de aposentados e pensionistas e o Auxílio Brasil.
Já a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, apresentou alta de 4,8% no segundo trimestre, recuperando a contração de 3,0% de janeiro a março, diante da retomada das atividades de construção e de informação e comunicação.
Em relação ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços encolheram 2,5%, enquanto as importações dispararam 7,6%.
Nos próximos meses, condições financeiras mais apertadas devem pesar sobre a atividade, mas seus efeitos tendem a ser atenuados pela melhora do mercado de trabalho e medidas de auxílio do governo, adiando os impactos mais significativos do intenso aperto da política monetária, que tirou a taxa básica de juros da mínima de 2% para a taxa corrente de 13,75% ao ano.
O país ainda encara incertezas relacionadas à eleição presidencial de outubro, à política macroeconômica a ser seguida pelo governo do presidente a ser eleito e a desafios provenientes do cenário internacional.
Enquanto o mercado vê crescimento do PIB de 2,10% e 0,37% respectivamente em 2022 e 2023, o governo calcula altas de 2,0% e 2,5%.
0 comentário
Wall Street sobe com por acordo entre EUA e Irã
Durigan defende discussão sobre possíveis ajustes no cálculo da inflação
Trump afirma que navios com petróleo estão saindo do Estreito de Ormuz
Varredura do Estreito de Ormuz em busca de minas pode levar semanas
Dólar cai ante real após EUA e Irã chegarem a acordo
Jovem Pan: Trump se reúne com aliados do G7 após anúncio de acordo com o Irã