Trigo dispara com saída da Rússia do acordo do corredor de grãos e puxa soja em Chicago nesta 2ª
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta na manhã desta segunda-feira (31). As cotações subiam, por volta de 7h45 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 7,75 e 11,25 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 13,99 e o maio - referência para a safra brasileira - em US$ 14,24 por bushel.
O mercado acompanha as altas fortes do trigo - de quase 50 pontos nas posições mais negociadas - depois que a Rússia anunciou que não permanecerá no acordo do corredor de grãos nos portos da Ucrânia. O anúncio foi feito no sábado (29) e os futuros dos grão estão refletindo a este novo cenário agora. Com isso, os preços subiam forte e já voltavam a se aproximar dos US$ 9,00 por bushel na CBOT.
"O Ministério da Defesa russo citou que o ataque feito pela Ucrânia com drones contra navios russos no Mar Negro, atracados na costa da Crimeia e ocupada pelos russos, foi a principal razão para a mudança.
A Ucrânia negou o ataque e disse que os Russos usaram suas próprias armas", explicou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
O executivo afirma também que "segundo informação constante no mercado, existem mais de 100 navios esperando para carregar, ou já fazendo inspeção e limpeza para liberação de embarques na região.
O trigo deve liderar a alta das commodities, já que é o produto com menos oferta disponível no restante do mundo e também porque os fundos de investimentos estão vendidos na CBOT".
No paralelo, mas ainda sob muito monitoramento, o clima na América do Sul para o andamento do plantio 2022/23, a conclusão da colheita nos Estados Unidos e o comportamento da demanda.
Além disso, permanece a atenção ao financeiro e ao desenrolar do dólar, em especial frente ao real depois do resultado das eleições presidenciais que terminaram com Luís Inácio Lula da Silva (PT) eleito.
Veja como fechou o mercado na última semana:
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