China manterá suporte à economia e foco na demanda
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PEQUIM (Reuters) - A China manterá o suporte à economia, concentrando-se na demanda doméstica que continua inadequada, disse o Politburo, órgão decisório do Partido Comunista, nesta sexta-feira, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
As pressões triplas enfrentadas pela economia - demanda reduzida, choques de oferta e enfraquecimento das expectativas - diminuíram em meio a um crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre, informou a Xinhua após uma reunião do Politburo presidida pelo líder Xi Jinping.
"A demanda do mercado se recuperou gradualmente, o desenvolvimento econômico mostrou uma tendência ascendente e a operação econômica teve um bom começo", disse a Xinhua, citando o Politburo.
Mas os principais líderes alertaram que a recuperação não é forte o suficiente e que o país enfrenta novos obstáculos para atualizar e transformar sua economia.
"A atual melhora no desempenho econômico da China é principalmente restauradora, com impulso fraco e demanda insuficiente", disse o Politburo.
"Restaurar e expandir a demanda é a chave para a recuperação sustentada e melhoria da economia atual."
A política fiscal proativa deve ser intensificada e trabalhar em conjunto com a política monetária para impulsionar a demanda, disse o Politburo, reafirmando a posição atual.
"A reunião do Politburo mostra que o governo provavelmente manterá a postura de apoio da política fiscal e monetária no segundo trimestre", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.
A economia da China cresceu em um ritmo mais rápido do que o esperado no primeiro trimestre, pois empresas e consumidores foram libertados das medidas rígidas contra a Covid-19 que prejudicaram a atividade econômica, mas ainda há problemas e a recuperação permanece desigual.
De acordo com o Politburo, o governo reforçará a confiança entre as empresas, orientará o investimento do Estado, estimulará o investimento privado e atrairá o investimento estrangeiro.
(Reportagem de Ellen Zhang, Kevin Yao e redação de Pequim)
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