Exportações argentinas de carne bovina voltam a crescer e atingem maior volume mensal de 2025
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As exportações argentinas de carne bovina atingiram em agosto o maior volume mensal de 2025, com 85 mil toneladas equivalentes de carcaça (TEC) embarcadas. O resultado representa uma recuperação expressiva desde a mínima registrada em março (52 mil TEC) e aproxima o país dos picos de agosto e setembro do ano passado, quando foram exportadas 86 mil e 89 mil toneladas, respectivamente.
O avanço foi sustentado por um cenário internacional mais favorável: os preços da carne subiram, o câmbio se valorizou e o governo argentino reduziu em julho a alíquota dos impostos de exportação em 1,75 ponto percentual. Esses fatores fortaleceram a competitividade da carne argentina nos mercados externos.
Em relação aos destinos, houve aumento das vendas para a União Europeia (+1.400 t), Israel (+500 t) e Brasil (+100 t), enquanto México (-1.000 t), Chile (-400 t) e Rússia (-300 t) registraram retração. Os embarques para China e Estados Unidos permaneceram praticamente estáveis, com destaque para o incremento de 3.500 toneladas para o mercado chinês em comparação a julho.
A China continua liderando as compras da carne argentina, seguida pela União Europeia, Estados Unidos, Israel e Chile, consolidando os cinco principais destinos do produto.
Os valores FOB médios mostram estabilidade em relação a julho, com leve alta de 3% para a China, manutenção para Israel e pequenas quedas entre 2% e 15% nos demais mercados. Mas, na comparação anual, o desempenho é notável: China +60%, União Europeia +20%, Israel +39%, Chile +30% e Estados Unidos +45%. O aumento médio ponderado dos preços é de +39%, deixando o valor de agosto apenas 7% abaixo do pico histórico de abril de 2022.
Apesar do bom desempenho, as exportações acumuladas nos oito primeiros meses do ano somam 536 mil TECs, queda de 12% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado de 12 meses, o volume chega a 858 mil TECs, 2% abaixo do observado um ano antes.
As projeções indicam que o país não deve repetir o recorde de 930 mil toneladas exportadas em 2024. Para igualar o desempenho, seria necessário embarcar quase 100 mil TECs por mês entre setembro e dezembro, algo considerado improvável por analistas do setor.
Mesmo com a expectativa de queda no total anual, a Argentina mantém-se entre os principais exportadores globais de carne bovina, beneficiada por um mix competitivo de mercados e produtos de alto valor agregado. O desafio agora será sustentar o ritmo de crescimento diante da volatilidade cambial e das mudanças fiscais, sem perder espaço para concorrentes como Brasil, Uruguai e Austrália.
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