APINCO aponta queda de 15,3% na produção de pintos de corte em novembro/25
O levantamento realizado pelo Departamento de Estatísticas da APINCO indicou que a produção de pintos de corte atingiu volume de 559,6 milhões em novembro, equivalendo a redução significativa de 15,3% em relação ao mês anterior, outubro, quando foram produzidos 660,6 milhões. Em termos absolutos, uma diminuição mensal drástica de 101 milhões de cabeças.
O recorde de produção registrado em outubro, destinado ao abastecimento do consumo de frangos em dezembro — tradicionalmente impulsionado pelas confraternizações e festas de fim de ano — provocou um desequilíbrio momentâneo no mercado.
Contudo, a desaceleração observada em novembro tende a contribuir para o ajuste da oferta de carne de frango na segunda quinzena de dezembro e no início de janeiro, tornando-a mais alinhada à demanda real do mercado consumidor.
A expectativa, aliás, é que as festividades e celebrações familiares de Natal e Ano Novo sejam prolongadas, o que pode impactar ainda mais positivamente o consumo de carne de frango.
Nos aproximando do encerramento do ano é importante ressaltar a notável capacidade de preparação, enfrentamento, superação e resiliência vivenciada na avicultura de corte, demonstrada por diversos fatores ao longo do período, entre os quais destacamos:
• A IAAP que atingiu a avicultura brasileira pela primeira vez e foi superada em curto período, sem disseminação para outras localidades;
• A atuação intensiva da ABPA garantindo que as exportações fossem pouco afetadas;
• Apesar das adversidades causadas pela Influenza Aviária devemos alcançar novo recorde na exportação de carne de frango em 2025, finalizando o último mês do ano, dezembro, com embarques superiores a 500 mil toneladas;
• A produção de pintos de corte que superou desafios de produtividade e eclosão, apresentando crescimento em torno de 3% no ano;
• O incremento considerável no alojamento de matrizes visando atender à demanda futura por pintos de corte e ovos férteis.
Mesmo diante dos obstáculos enfrentados ao longo do ano, a avicultura seguiu demonstrando sua capacidade de abastecer tanto o mercado doméstico quanto o mercado de exportação. Assim, em meio aos desafios superados, chegamos ao final do ano com a certeza de que o caminho percorrido foi extraordinário.
Vamos entrar em 2026 com bastante equilibrio entre produção e demanda, resultado da grande responsabilidade das empresas em valorizar seu empreendimento e suas ações, mantendo empregos e não produzindo mais do que as demandas do mercado interno e externo.
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