Milho: Mercado no Brasil tem semana de firmeza nos últimos dias, mas ainda pode sentir pressão no 1º semestre
![]()
Os preços do milho terminaram o dia com estabilidade, mas em campo misto na Bolsa de Chicago, registrando uma sessão de movimentos técnicos em ajustes nesta sexta-feira (13). Os futuros do cereal terminaram o dia com oscilações bastante tímidas, levando o março a US$ 4,31 e o julho a US$ 4,50 por bushel.
O mercado registrou uma semana de bastante volatilidade, sendo influenciado pela semana mais agitada da soja, de seus derivados e também do trigo na CBOT, mas realinha suas posições, principalmente antes da chegada dos primeiros números da safra 2026/27 dos EUA, com o Outlook Forum acontecendo na próxima semana.
Entre os dias 19 e 20 de fevereiro, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz suas primeiras projeções - ainda não oficiais - para a nova temporada norte-americana, com algumas expectativas de analistas e consultores de mercado apostando em uma área menor de milho no país para 2026/27, principalmente por conta da relação entre os preços do cereal e da oleaginosa.
Outro ponto de muita atenção do mercado internacional se dá sobre a demanda pelo milho dos Estados Unidos, ainda muito intensa. Em seu reporte mensal de oferta e demanda divulgado nesta terça-feira (10), o departamento americano elevou sua estimativa para as exportações para mais de 82 milhões de toneladas e, na quinta (12), as vendas semanais superaram as expectativas do mercado.
MERCADO NACIONAL
No Brasil, a B3 teve mais um dia positivo, com olho vivo no clima adverso para o plantio da safrinha, na demanda que esteve boa, mas com o mercado nacional ainda limitado pelos estoques elevados - que são quase 4 vezes maiores na virada de 2025 para 2026, em relação à virada anterior - e acomodado diante deste cenário de oferta mais confortável, como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro.
Leia mais:
+ Milho: Mercado brasileiro deverá trazer melhores oportunidades de comercialização no 2º semestre
Nesta sexta-feira, depois de uma semana de fortalecimento e acomodação, as cotações terminaram o dia com altas de 0,3% a 0,5% nos principais vencimentos, levando o março a R$ 71,11 e o setembro a R$ 68,22 por saca.
Palavro pontua como mais um fator de limitação para os preços do milho nestes próximos meses uma safra de verão com área maior neste ano, e que está em plena colheita. "Então, este é um mercado que se firmou nos últimos dias - isso fica muito claro na B3, essa estabilização do físico fez com que a B3 subisse - mas é um mercado que não tem potencial para grandes altas neste momento porque há um conforto da oferta vindo de 2025 somado a um verão maior do que tínhamos no ano passado", detalha.
Já para o segundo semestre, todavia, o especialista é mais otimista, com uma demanda ainda mais fortalecida - interna e nas exportações - e frente às dificuldades de repetir o resultados de produção que o Brasil registrou na temporada anterior.
0 comentário
Milho: Mercado no Brasil tem semana de firmeza nos últimos dias, mas ainda pode sentir pressão no 1º semestre
Milho: Mercado brasileiro deverá trazer melhores oportunidades de comercialização no 2º semestre
Milho sobe na B3 mais uma vez nesta 5ª feira, acompanhando Chicago e o dólar
Milho Paulista: Valor da Produção Agropecuária cresce 26% em 2025
Futuros do milho acompanham a soja e registram elevações em Chicago nesta quinta-feira
Brasil avança no mercado global de DDG/DDGS e registra 879 mil toneladas exportadas em 2025