Trigo abre semana em queda em Chicago com mercado atento ao Brasil e aos custos da cadeia
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O mercado do trigo iniciou a sessão desta segunda-feira com recuo nos contratos negociados na Bolsa de Chicago. O vencimento maio 2026 era cotado a US$ 5,99/bu, com baixa de 54 pontos, recuo de 0,91% nas primeiras movimentações do dia. O movimento também era negativo nos demais vencimentos, com o julho 2026 sendo negociado a US$ 6,11/bu, com queda de 46 pontos, enquanto o setembro 2026 trabalhava a US$ 6,23/bu, com recuo de 52 pontos.
As condições climáticas seguem no radar, ao mesmo tempo em que a demanda internacional continua influenciando o comportamento das cotações do cereal.
No Brasil, o cenário também adiciona elementos importantes para o produtor. Parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho no norte do Paraná migrou para trigo e outras coberturas de inverno, enquanto no oeste do Estado já há relatos de perdas. Mesmo com chuvas recentes, a umidade do solo ainda é considerada baixa e há lavouras em fase reprodutiva com danos consolidados, o que mantém preocupação com a produtividade.
Além do clima, a cadeia do trigo enfrenta pressão de custos. A indústria brasileira tem sinalizado repasse parcial das altas, em um ambiente de aumento generalizado das despesas. Dados recentes indicam que o preço do trigo no mercado interno subiu cerca de 8% no último mês, atingindo aproximadamente R$ 1.272 por tonelada, refletindo o impacto da instabilidade global e dos custos mais elevados ao longo do setor.
O avanço dos custos também está ligado à alta de fretes, insumos e energia, fatores que pressionam toda a cadeia e elevam o risco de repasses para a farinha e demais derivados, mantendo o ambiente de negócios mais desafiador para produtores e indústria.
Outro ponto observado pelo mercado é a redução da área cultivada no Brasil. Projeções indicam que a produção nacional poderá cair, com menor interesse pelo cultivo diante das margens apertadas e do aumento dos custos de produção, fatores que influenciam o planejamento da próxima safra.
O cenário combina preços internacionais em ajuste, clima ainda irregular em regiões produtoras e custos elevados na cadeia. Esses fatores seguem determinando a volatilidade das cotações e a tomada de decisão sobre comercialização e planejamento da safra de inverno.
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