Tarifas dos EUA afetariam 21% do que o Brasil vende, diz ministro

Publicado em 02/06/2026 14:03

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2 Jun (Reuters) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira que a mais recente proposta de tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras afetaria cerca de 21% do que Brasil vende.

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversos produtos do Brasil por supostas práticas desleais, citando do comércio digital ao desmatamento ilegal.

De acordo com Rosa, os setores de máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel cartão, calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos seriam mais atingidos, caso a tarifação seja colocada em prática. Os EUA têm até 15 de julho para tomar "medidas de resposta" no âmbito da investigação sobre o Brasil.

Durante fala a jornalistas em Brasília, Rosa afirmou ainda que Pix não está na mesa de negociação com os EUA.

"Não há hipótese disso", disse.

Um dos pontos questionados pelos EUA é justamente o uso do Pix no Brasil, que estaria gerando uma concorrência desleal contra as empresas norte-americanas de cartão de crédito.

Na mesma coletiva, o vice-presidente Geraldo Alckmin qualificou a recomendação do USTR para adoção de tarifas contra o Brasil como "totalmente descabida".

"O Brasil vai trabalhar para que as tarifas não ocorram. O caminho é do diálogo, que já vinha ocorrendo", afirmou, acrescentando que "falsos patriotas sabotadores" estão colocando os interesses eleitorais acima do país.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência, de ser traidor e vendilhão da pátria. Ele vinculou Flávio e o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, a decisões recentes dos EUA contra o Brasil.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu, em Brasília; texto de Fabrício de CastroEdição de Alexandre Caverni)

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Fonte:
Reuters

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