Café fecha em baixa com avanço da colheita e realização de lucros nas bolsas

Publicado em 22/06/2026 16:37
Arábica perde até 190 pontos em Nova York e robusta recua mais de 60 pontos em Londres; mercado segue atento ao clima e ao cenário global de oferta.

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Os preços do café encerraram a sessão desta segunda-feira (22) em baixa nas bolsas internacionais, pressionados pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento da oferta no curto prazo.

Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato setembro/26 do café arábica fechou cotado a 267,00 cents por libra-peso, com queda de 80 pontos. O vencimento julho/26 avançou 190 pontos, encerrando o pregão a 277,00 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 recuou 190 pontos, para 256,00 cents/lbp.

Na ICE Europe, em Londres, o robusta também registrou perdas. O contrato setembro/26 caiu 50 pontos, fechando a US$ 3.542 por tonelada. O vencimento julho/26 perdeu 51 pontos, para US$ 3.589 por tonelada, enquanto o novembro/26 recuou 64 pontos, encerrando a sessão a US$ 3.491 por tonelada.

O mercado acompanhou mais uma vez o avanço da colheita brasileira, fator que continua exercendo pressão sobre as cotações ao elevar a disponibilidade de café no curto prazo. As previsões climáticas para as regiões produtoras também permaneceram no radar dos operadores, especialmente diante das preocupações com a qualidade dos grãos e os impactos sobre o desenvolvimento das próximas safras.

Segundo análise de Jeremias Nascimento, da Investing.com, o mercado tem concentrado grande parte de sua atenção na entrada da safra brasileira, enquanto riscos estruturais ligados à oferta global seguem presentes. O analista destaca que a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos meses pode trazer desafios para importantes regiões produtoras, em um momento em que os estoques globais continuam ajustados.

Nascimento também chama atenção para as incertezas envolvendo a produção africana de robusta, especialmente em países que desempenham papel importante no abastecimento mundial. Na avaliação do especialista, esses fatores continuam limitando um cenário de excesso de oferta e devem permanecer influenciando a formação dos preços nos próximos meses.

No mercado físico brasileiro, os negócios seguiram ocorrendo de forma pontual, com produtores acompanhando o comportamento das bolsas e o avanço da colheita antes de ampliar o volume de comercialização.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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