Ministro reforça importância da tecnologia aplicada no campo

Publicado em 07/12/2011 07:27 290 exibições
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lançou, nesta terça-feira, 6 de dezembro, uma rede que promete alavancar o número de projetos desenvolvidos com a tecnologia Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). A Rede de Fomento do iLPF acontecerá por meio  de parcerias público-privadas para que mais agricultores tenham acesso ao sistema no país.

O ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho participou da solenidade e destacou a importância de se levar técnicas até o produtor “Com a tecnologia aplicada, o país terá muito mais produtividade. Sabemos que quem for um grande produtor de alimentos vai mudar o mundo, e esse não pode deixar de ser o Brasil”, afirmou o ministro.

Pelo acordo, em cinco anos serão aplicados R$ 2,5 milhões em ações de financiamento, desenvolvimento, controle e avaliação de desempenho, programas, projetos e atividades ligadas à iLPF. O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, acredita que esse sistema de produção é o futuro do Brasil. “Estamos em uma revolução verde e pretendemos, com esse sistema, duplicar a produção de grãos e carne no país”, afirmou.

No evento de lançamento, os parceiros da rede assinaram o Protocolo de Intenções que reitera o compromisso financeiro que as empresas têm com o produtor brasileiro. Segundo Mendes Ribeiro Filho, essa união de todos os setores é fundamental. “Temos a missão de ser um grande produtor de alimentos e somos apontados como um dos países mais prósperos na produção de carne, de grãos e em pesquisa. Por isso, temos de continuar agindo assim”, disse.

A liderança da Rede de fomento ocorrerá a partir do seu Conselho Gestor, do qual as instituições parceiras e a Embrapa farão parte.

Tecnologia

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é um dos pilares do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). O sistema busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área para recuperar o solo, incrementar a renda e gerar empregos. Trata-se de uma estratégia de produção que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado.

O sistema pode ser adotado por produtores rurais de todo país, independente do tamanho de sua propriedade. As combinações podem ser as seguintes: integrações agropastoris (lavoura e pecuária), silviagrícolas (floresta e lavoura), silvipastoris (pecuária e floresta), ou agrossilvipastoris (lavoura, pecuária, floresta). A meta do governo é aumentar a utilização do sistema em 4 milhões de hectares e evitar que entre 18 e 22 milhões de toneladas equivalentes de CO2 sejam liberadas.

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