Novas regras do PSI paralisam mercado de caminhões

Publicado em 20/02/2015 15:11 e atualizado em 22/02/2015 06:44
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“Do jeito que o governo está agindo, ele vai cortar pela metade o número de concessionárias de caminhões no Brasil.” A declaração é do gerente comercial da Konrad (concessionária Ford) no Paraná, Fernando Xavier Mourão. Ele se refere às novas regras do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O prognóstico de Mourão pode parecer apocalíptico, mas revela o clima atual na rede distribuidora.

“O governo deixou R$ 30 bilhões para o PSI. Esse foi o dinheiro que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deu no final de outubro do ano passado para complementar os negócios de novembro e dezembro. Ou seja, a verba que foi gasta em dois meses em 2014 terá de atender todo o ano de 2015”, reclama. Com pouco dinheiro disponível, os bancos ficam mais rigorosos e os negócios andam a passos de tartaruga.

Em sua loja, Mourão vendeu 11 caminhões em janeiro e apenas 3 em fevereiro (até dia 19). “Eu preciso vender de 30 a 40 por mês para pagar as contas e faturar um pouco”, declara. Segundo ele, em todo o País somente 158 caminhões haviam sido faturados na primeira quinzena de fevereiro, informação que a reportagem ainda não conseguiu confirmar com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O gerente explica que a Konrad está buscando outras linhas para impulsionar os negócios. “O problema é que é difícil convencer o brasileiro, que ficou os últimos cinco anos comprando caminhão com taxas subsidiadas, a pagar mais juros”, afirma.

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Fonte: Revista Carga Pesada

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