Aiba: Nota de Esclarecimento sobre a capacidade de expansão do Matopiba

Publicado em 23/11/2016 12:03 e atualizado em 24/11/2016 05:55
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A Associação de Agricultores e Irrigante da Bahia (Aiba) recebeu com surpresa o resultado de uma pesquisa realizada pela consultoria Agroicone e publicada no jornal Valor Econômico, na edição da última segunda-feira (21), intitulada de “Matopiba está perto do limite, diz estudo”. Nos causa estranheza dois fatos: os números apresentados, que divergem totalmente dos dados oficiais; e a ausência de uma fonte regional na matéria, que possa falar com conhecimento de causa de quem vive a rotina local.

Os números apresentados não condizem com a realidade do Matopiba. A Associação acredita veementemente que tal equívoco tenha ocorrido em função de os pesquisadores e as fontes ouvidas desconhecerem a realidade da região, e se basearem em dados e estatística prematuros, tomando como base apenas os últimos quatro anos, cuja produtividade foi comprometida em função de problemas climáticos ocasionados pelo fenômeno El niño. 

Ao contrário do que foi divulgado, a área total cultivada em todo Matopiba é de 73 milhões de hectares, sendo 66,5 milhões de hectares no bioma cerrado. Somente no Oeste da Bahia, há mais de 3 milhões de áreas de cerrado agricultáveis disponíveis para serem incorporadas às áreas produtivas já existentes. Tudo isso, respeitando o Código Florestal, cuja legislação ambiental é uma das mais rígidas do mundo.

De acordo com o último levantamento da Conab e do IBGE, a região Nordeste do país superou o Sudeste em produção de alimentos. Das 18,6 milhões de toneladas produzidas, boa parte é oriunda do Matopiba, o que reforça a tese de que esta fronteira agrícola encontra-se em franca expansão.    

Levando em consideração essas informações, a Aiba convida o Instituto Agroicone e o Jornal Valor Econômico a conhecerem melhor a região e o seu potencial, bem como o nosso banco de dados, que contém o histórico de mais de duas décadas e não apenas dos anos recentes, que é insuficiente para construir tal diagnóstico. 

Clique aqui e confira a entrevista com o presidente da Aiba, Julio César Busatto

Fonte: Aiba

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