Galvan se posiciona e afirma ser "pura intimidação" mandados de Moraes sobre movimentos do dia 7

Publicado em 20/08/2021 10:13 e atualizado em 20/08/2021 16:26 8025 exibições
Em nota oficial, entidade diz que "não possui qualquer ligação com atos que defendam “invadir” ou “quebrar” o STF"

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Antônio Galvan, produtor rural e presidente da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), se manifestou depois de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão de uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) e afirma que acredita ser " pura intimidação" a ação desta sexta-feira (20). A ordem de Moraes ainda autorizou a busca e apreensão de documentos e bens nos endereços residenciais e profissionais do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), do cantor Sérgio Reis e outras oito pessoas.

Galvan afirmou ainda que os policias "nada encontraram em casa que justificasse a operação ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes". Abaixo, veja a íntegra de seu posicionamento:

"Sobre PF, foram extremamente gentis. Nada encontraram em casa que justificasse a operação ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. Para mim, é pura intimidação pelo falo de estarmos conclamando à população brasileira a se manifestar no dia 7 de setembro contra os abusos que alguns ministros estão cometendo sobre pessoas de bem do nosso país. Mas, isso nos dá ainda mais força. Represento, juntamente com outros produtores rurais do Brasil, o movimento BRASIL VERDE AMARELO, já usado pra fazer outros manifestos, como o do próprio Funrural. Aliás, criado por esse motivo. Julgamento dessa corte, aonde, reverteu depois de duas decisões favoráveis, que o produtor rural brasileiro é devedor do Funrural". 

Os investigados irão depor à Polícia Federal ainda nesta sexta. O Notícias Agrícolas segue acompanhando o caso. 

Antônio Galvan é alvo de operação da PF; Aprosoja BR nega envolvimento com manifestações

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A Polícia Federal cumpre desde a manhã desta sexta-feira (20) 29 mandados de busca e apreensão no inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República para investigar possíveis ameaças contra instituições democráticas do país.

Antônio Galvan, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja do Brasil), está dentre os alvos desta operação, segundo apuração do Notícias Agrícolas, mas a investigação não está diretamente ligada à associação de produtores.

“Mandato do Alexandre Moraes. Intimidação pura. Por conta do movimento de 7 de setembro”, disse Galvan ao site regional MT Notícias. CLIQUE AQUI e leia a notícia na íntegra.

Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters também apontam o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor sertanejo Sérgio Reis como investigados.

Os mandados, que foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (1), além dos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1).

O ministro determinou oitivas dos investigados logo após a realização da busca e apreensão nesta sexta-feira. Ainda de acordo com a PF, não haverá concessão de entrevista coletiva sobre o assunto.

Nesta quinta-feira (19), a Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) já havia divulgado nota em que esclarece notícias publicadas em veículos de circulação nacional sobre as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro.

A entidade diz que "não possui qualquer ligação com atos que defendam “invadir” ou “quebrar” o STF". Além disso, que "não responde institucionalmente pela organização de nenhum movimento e repudia qualquer publicação que vincule a associação a movimentos violentos ou ilegais".

O Notícias Agrícolas entrou em contato com a Aprosoja-MS, a Aprosoja-PI, Aprosoja-BA, Aprosoja-TO, Aprosoja-PA e elas não vão se manifestar. A Aprosoja-SP, Aprosoja-PR e Aprosoja-MG ainda não definiram se vão se posicionar sobre o caso, as Aprosojas de SC, GO, MA e RO ainda não retornaram.

Outras entidades do agronegócio brasileiro foram procuradas. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) disse que não irá se posicionar sobre o caso.

Restrições aos investigados

Além do inquérito aberto, Moraes também definiu restrição dos investigados de aproximação de 1 km de raio da praça dos três Poderes, dos ministros do STF e dos senadores.

“A presente restrição somente não se aplicará ao deputado federal Otoni Moura de Paulo Júnior, em razão da necessidade do exercício de suas atividades parlamentares”, diz um trecho da decisão.

Veja a nota da Aprosoja na íntegra:

Com o objetivo de levar esclarecimento à sociedade a respeito de notícias publicadas em veículos de circulação nacional sobre manifestações marcadas para o dia 7 de setembro de 2021, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) declara que:

• não financia e tampouco incentiva a invasão do Supremo Tribunal Federal (STF) ou quaisquer atos de violência contra autoridades, pessoas, órgãos públicos ou privados em qualquer cidade do País.

• sempre defendeu de forma peremptória o Estado Democrático de Direito e o equilíbrio entre os Poderes da República e continuará a ter a mesma postura republicana em defesa do pleno funcionamento das instituições e o respeito aos representantes das esferas de poder no País. É missão da entidade, inclusive, cooperar com os órgãos oficiais.

• há mais de 30 anos representando de forma legítima 240 mil sojicultores e suas famílias, a entidade não concorda e não apoia manifestações que preguem trancamento de rodovias, ações desordeiras e outras quaisquer que prejudiquem o abastecimento de alimentos, medicamentos e bens essenciais à população, bem como seu direito de ir e vir.

• historicamente, a Aprosoja Brasil somente apoiou movimentos pacíficos e em conformidade com a Carta Constitucional brasileira.

• todos os recursos da Aprosoja Brasil são destinados e utilizados exclusivamente em atividades que tenham pertinência com seus objetivos estatutários, visando sempre a defesa dos interesses dos produtores de soja. As contas da entidade são integralmente auditadas para que o mais alto nível de ética e compliance seja alcançado.

Portanto, a associação não possui qualquer ligação com atos que defendam “invadir” ou “quebrar” o STF, não responde institucionalmente pela organização de nenhum movimento e repudia qualquer publicação que vincule a associação a movimentos violentos ou ilegais.

Veja a nota da Polícia Federal na íntegra:

A Polícia Federal cumpriu nesta manhã (20/8) mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.

Os mandados, que foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (1), além dos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1). Um deputado federal é um dos alvos.

Não haverá concessão de entrevista coletiva.

Por:
Jhonatas Simião e Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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4 comentários

  • Luiz Ribeiro Villela São Paulo - SP

    PARABENS PELA SUA LUTA, SR GALVAN!

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  • Luiz Ribeiro Villela São Paulo - SP

    A POLICIA FEDERAL É SUBORDINADA AO PODER JUDICIARIO ?

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  • Gilberto Rossetto Brianorte - MT

    Não tinha a intenção de me manifestar no dia 7 de setembro. Mas diante dos atos truculentos do Ministro Alexandre Moraes contra a democracia brasileira, vou prá rua SIM, agora com ânimo total. Com disse Abraham Lincoln: "Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, TRANSFORMA HOMENS EM COVARDES". Não quero ser chamado de covarde pelos meus netos, chegou a hora !!!!

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  • Geraldo Emanuel Prizon Coromandel - MG

    Aqueles que acham que o diálogo é o melhor caminho estão enganados, nada detém esse poder Supremo. E quanto mais se demora para agir, mais o remédio será amargo e a dose terá que ser maior...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Já passou da hora

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