Exportação de óleo de palma da Indonésia à UE deve aumentar com pacto comercial e EUDR adiada
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Por Rajendra Jadhav
MUMBAI (Reuters) - As exportações de óleo de palma da Indonésia para a União Europeia devem aumentar em 2026, apoiadas por um pacto comercial bilateral e pelo adiamento da lei antidesmatamento da UE (EUDR) pela segunda vez, disse à Reuters o chefe de um órgão do setor nesta quarta-feira.
A UE adiará a lei antidesmatamento para o próximo ano, disse a Comissária do Meio Ambiente, Jessika Roswall, na terça-feira.
"Esse atraso é bom porque dá ao governo tempo para se preparar, especialmente para os pequenos proprietários", disse Eddy Martono, presidente da Associação Indonésia de Óleo de Palma (GAPKI).
A lei deveria entrar em vigor em 30 de dezembro, e exigiria que as operadoras que vendessem produtos como soja, carne bovina e óleo de palma para os mercados da UE comprovassem que seus produtos não causavam desmatamento.
As exportações de óleo de palma da Indonésia para a UE podem aumentar para cerca de 4 milhões de toneladas métricas em 2026, em comparação com as 3,3 milhões de toneladas estimadas para este ano, disse Martono.
O país do sudeste asiático e a UE concluíram um acordo de livre comércio na terça-feira, após nove anos de negociações, com o objetivo de aumentar as exportações e os investimentos.
Espera-se que as exportações de óleo de palma de Jacarta para a Índia aumentem para 5 milhões de toneladas em 2025, de 4,8 milhões de toneladas no ano passado, embora os embarques em 2026 dependam dos preços do óleo de palma e dos óleos comestíveis concorrentes, disse Martono.
A dinâmica dos preços é fundamental porque dá à Índia a flexibilidade de mudar para alternativas mais baratas, como o óleo de soja da América Latina, disse ele.
No curto prazo, os embarques de óleo de palma podem ser parcialmente substituídos por óleo de soja, já que a remoção das tarifas de exportação pela Argentina o tornou mais barato do que o óleo de palma, potencialmente atraindo compradores sensíveis a preços, disse ele.
Na segunda-feira, a Argentina, maior exportador de óleo de soja, eliminou temporariamente seu imposto de exportação sobre grãos, incluindo produtos de soja.
(Reportagem de Rajendra Jadhav)
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