Reduzir dependência externa é prioridade do setor de fertilizantes

Publicado em 14/07/2011 07:58 229 exibições
A grande preocupação do setor de fertilizantes e do agronegócio brasileiro é reduzir a dependência externa. Esta questão ficou clara durante a cerimônia de abertura do 1º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, que foi realizado na terça-feira (12), em São Paulo. Para o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, diante das perspectivas de entregas recordes de fertilizantes no Brasil, que poderiam bater em 26 milhões de toneladas em 2011, contra 24,5 milhões no ano passado, esta dependência tende a crescer, situação que só poderá ter alívio em 2014, quando os resultados dos investimentos de importantes empresas do setor, como Vale e Petrobras, dêem seus primeiros sinais.

“A necessidade de crescimento da produção mundial de alimentos resulta em um papel crucial para os fertilizantes e temos que nos preparar para atender a esta demanda mundial por produtos brasileiros. Precisamos diminuir nossa dependência externa e este Congresso é a melhor oportunidade de buscarmos soluções”, avalia. Lovatelli destacou ainda o momento de euforia do agronegócio nacional, combinando safra recorde e preços elevados na temporada 2010/11. “Mas temos problemas que devem ser enfrentados. Problemas de logística, de infraestrutura, de política tributária. Precisamos faze correção de rumos para que o setor não estanque. Vamos produzir, mas não teremos como entregar o produto”.

O diretor do Departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benedito da Silva Ferreira, destacou o caráter estratégico da produção nacional de fertilizantes. “Não podemos dependentes. Aumentar a produção é uma questão de segurança nacional. Mas já há empresas aumentando seus investimentos na área”, ressaltou.

O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Tadeu de Faria, admite que o setor de fertilizantes ainda é um gargalo. “A autossuficiência ainda está distante, mas estamos trabalhando para diminuir este dependência externa. Estamos aptos não só a fomentar como a fiscalizar o setor”, garantiu.

A secretária de Agricultura de São Paulo, Mônika Bergamaschi, destacou a importância da pesquisa como forma de garantir a competitividade do agronegócio nacional. “Precisamos produzir mais e com sustentabilidade. Fazer bem feito e mostrar que sabemos fazer”, completou. Já o presidente da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), Mario Alves Barbosa Neto, defendeu o aumento na produção do setor como forma de atender a demanda mundial e fez questão de ressaltar a grande presença de público no evento, ratificando a importância do setor. “Contávamos com 200 vagas e estamos recebendo 800 participantes”, concluiu.

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Mecânica de Comunicação

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