Secr. da Presidencia Gilberto Carvalho avisa que deseja ser ouvido no caso Celso Daniel

Publicado em 27/01/2012 11:25 e atualizado em 06/03/2020 00:34 966 exibições
dos blogs de Augusto Nunes, Lauro Jardim e Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Gilberto Carvalho avisa no Blog do Noblat que queria ser ouvido sobre o caso Celso Daniel. Acaba de ser convidado para tratar do assunto numa entrevista à coluna

Em 23 de janeiro, o Blog do Noblat reproduziu o texto publicado neste espaço com o título “O silêncio das caixas-pretas é tão revelador quanto a mais minuciosa das confissões”. Nesta quinta-feira, o mesmo blog divulgou, com o título “O ministro Gilberto Carvalho esclarece”, a nota abaixo transcrita em itálico. Volto em seguida:

“O Jornal da Band veiculou, no dia 17/01, matéria com acusação do irmão do ex-prefeito Celso Daniel em relação ao ministro Gilberto Carvalho. No final da matéria, a apresentadora do Jornal da Band afirmou: “Todos os personagens citados nesta reportagem foram ouvidos pela Band, mas não responderam aos pedidos de entrevista”.

Essa afirmação era falsa, pois o ministro Gilberto Carvalho – que se encontrava em viagem de férias – não tinha sido procurado pelo Jornal da Band. Para consertar seu erro, o Jornal da Band enviou solicitação de entrevista no dia seguinte, respondida com o email abaixo.

Como a matéria do Jornal da Band deu origem a uma nota no Blog do Augusto Nunes sobre o suposto silêncio do ministro em relação ao assunto, solicito que seja esclarecido aos seus leitores que o ministro Gilberto Carvalho já afirmou exaustivamente que as acusações dos irmão de Celso Daniel não são verdadeiras.

Cabe acrescentar que Augusto Nunes também não procurou o ministro antes de analisar e tirar conclusões equivocadas sobre um silêncio que só existiu por conta do erro do Jornal da Band.

Sérgio Alli, Assessoria de Comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República”

Acabei de enviar ao signatário da mensagem o seguinte email:

Prezado Sérgio Alli:

Tendo em vista seu email publicado no Blog do Noblat, peço-lhe que faça chegar ao ministro Gilberto Carvalho meu interesse em entrevistá-lo para o site de VEJA sobre o caso Celso Daniel. Ele poderá escolher a data, o horário e o local da entrevista, que terá a duração mínima de 30 minutos. O tempo máximo será fixado pelo entrevistado. Comprometo-me a divulgar a íntegra da gravação, sem cortes, sem nenhum tipo de edição, sem textos introdutórios e sem comentários adicionais. O vídeo se limitará a registrar perguntas e respostas. Espero que o ministro não se negue a contribuir para esclarecer dúvidas que continuam a intrigar milhões de brasileiros. Agradecimentos antecipados. Augusto Nunes.  

 

26/01/2012 às 16:44 \ Direto ao Ponto

Os pés podem ser a tradução da cabeça (3)

Como Jânio Quadros antes da renúncia à Presidência, como Barack Obama depois de escancarado o impasse no Iraque e no Afeganistão, como Sérgio Cabral sempre que se aproxima a estação das chuvas, o prefeito Gilberto Kassab traduziu com os pés, nesta quarta-feira, a confusão mental de quem fundou um partido que não é de esquerda, não é de direita e não é de centro, namora simultaneamente o PSDB e o PT e flerta com Lula sem romper o noivado com José Serra. O prefeito pode acabar descobrindo que quem se oferece a todo mundo não consegue freguês nenhum.

(por Augusto Nunes)

 

Coisas que só acontecem no Maranhão

Coisas do Maranhão

É mais uma dessas histórias que só acontecem no Maranhão da família Sarney. Passada a eleição para o governo maranhense, em dezembro de 2010, o ex-governador José Reinaldo foi ao TSE pedir a cassação de Roseana por abuso de poder político e econômico. O caso foi parar nas mãos do ministro Arnaldo Versiani que, seguindo a liturgia da Justiça Eleitoral, expediu carta de ordem para que o TRE maranhense intimasse a governadora.

Por uma dessas coisas que só acontecem no Maranhão, o tribunal levou quatro meses para conseguir localizar e citar Roseana que, obviamente, estava no Palácio dos Leões. Quando conseguiu, coube novamente a Versiani solicitar ao TRE que ouvisse dez testemunhas de defesa da governadora. Em agosto de 2011, a tarefa foi delegada ao juiz Sérgio Muniz, que deveria ter se declarado impedido de realizar a tarefa, uma vez que é filho do secretário adjunto da Casa Civil de Roseana, Antonio Muniz.

Pois Sérgio não só aceitou o caso como permaneceu sentado sobre o pedido de Versiani por 58 dos sessenta dias de prazo para colher os depoimentos. No penúltimo dia, Sérgio devolveu a carta de ordem a Versiani solicitando mais sessenta dias de prazo e novos documentos para realizar a audiência.

Quando os documentos chegaram, o mandato de Sérgio no TRE maranhense havia terminado e o caso foi então delegado ao juiz federal Nelson Loureiro, que deu andamento imediato ao pedido, marcando a audiência das testemunhas de Roseana para esta sexta-feira. Na semana passada, porém, os advogados de Roseana entraram com recurso pedindo que o caso retornasse aos cuidados de Sérgio Muniz (já reconduzido ao cargo por Dilma Rousseff). Loureiro negou o pedido e o caso foi então parar no plenário do TRE maranhense.

Durante o julgamento, dois magistrados votaram para manter a audiência com Loureiro enquanto outros dois votaram a favor dos advogados de Roseana. Empate estabelecido, coube a quem desempatar? O voto final foi do juiz José Carlos Souza e Silva que, por uma dessas coincidências do Maranhão, era até pouco tempo presidente da Fundação José Sarney. O pedido de Versiani segue parado nas mãos de Sérgio Muniz.

Por Lauro Jardim

 

Ué… Agora os petistas vão ficar bravos porque os chamo de… petistas? Por quê? Ou: Há mais sobre a “relatora petista da ONU”

É, fui mexer no vespeiro, e adivinhem só: as vespas vieram pra cima de mim, como se eu já não estivesse imunizado contra esse tipo de ataque. Lia-se ontem no jornalismo online que a ONU iria denunciar violação de direitos humanos no Pinheirinho, em São Paulo, e lançar um “apelo urgente” cobrando explicações. Sei, sei… O que, ou quem, estava sendo chamado de ONU era Raquel Rolnik, uma “relatora especial para o Direito à Moradia Adequada”. O que se omitia —  e é possível que os jornais omitam ainda hoje — é que Raquel é do PT e trabalhou na Prefeitura de São Paulo quando Luiza Erundina era prefeita (e não Marta Suplicy; já corrigi o primeiro post) e no Ministério das Cidades no primeiro governo Lula. O que eu fiz? Ora, escrevi um post contando quem é ela. Fiz mal? Menti? Não!

Acho que fiz bem em contar as verdades que os outros omitiram, não é? A área de comentários foi invadida pelos petralhas. Xingam-me de tudo quanto é nome! Só não conseguem me contestar — e os que tentam fazem humor involuntário, como vocês verão. Eles acham que os leitores não tinham o direito de saber que a tal “relatora” é, de fato, uma fiel servidora do petismo. Mas eles sempre me estimulam, e isso quer dizer que eu tenho mais algumas coisinhas a falar sobre dona Rolnik — que concede uma entrevista à Folha desta sexta que é um assombro, vejam lá; não vou me ocupar dela no detalhe, ou isto não tem fim.

Raquel não é “a ONU”
Comecemos com uma questão elementar. Raquel não pode ser chamada de “a ONU” nem por metonímia porque relatores especiais, que atuam em contato com o Conselho de Direitos Humanos não representam as Nações Unidas. São conselheiros independentes — ela é uma das 36, como vocês podemler na página da ONU. Esses relatores independentes podem, então, agir como lhes der na telha? Não! Nesta outra página, há o conjunto de procedimentos. E uma deles consiste justamente em VISITAR OS PAÍSES e eventuais áreas em que os direitos humanos estejam sendo desrespeitados. Mais: há a recomendação explícita para manter “reuniões com autoridades nacionais e locais, incluindo membros do Judiciário, parlamentares, ONGs… Só ao fim da visita é que se faz um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, com as devidas recomendações.

Muito bem! Raquel foi ao Pinheirinho, conversou com o governo de São Paulo, com a Polícia, com o Judiciário? Nada!!! Antes mesmo de qualquer apuração, ela já expediu uma sentença condenatória, como se fosse esse o seu papel. E não só nesse caso. Em seu blog, ataca três ações do governo do Estado, todas elas DESTINADAS, VEJAM SÓ, A FAZER CUMPRIR A LEI. Qual é a independência de uma relatora da ONU que já tem prontas as conclusões antes de qualquer apuração? Eu provo o que digo. Acima estão os links para textos que deveriam orientar a sua atuação.

ATENÇÃO! Entre os papéis de Raquel Rolnik está, sim, fazer um “apelo urgente”, como o que ela diz ter feito, cobrando informações. MAS NÃO LHE CABE EXPEDIR OU EXPELIR UMA SENTENÇA CONDENATÓRIA, como ela já fez em seu blog. Na sua entrevista a Eleonora de Lucena, na Folha,  diz este troço espantoso: “O Judiciário [brasileiro] não obedeceu à legislação internacional”. Como, minha senhora? Então existe uma “legislação internacional”??? Acreditem: ela não estava tentando ser engraçada, coitada!; é provável que só quisesse ser justa. Quando muito, existem alguns valores que compõem um arcabouço de civilidade, mas não existe uma “legislação internacional” que impeça uma reintegração de posse, por exemplo. Ainda não se estabeleceu o governo mundial…

Indagada se apurou alguma coisa sobre a atuação do PSTU na área — que é quem “administrava” o Pinheirinho (ver post abaixo), Rolnik respondeu:
“Não tenho detalhes de como cada liderança agiu. A comunidade procurou resistir porque acreditou que a liminar que suspendia a reintegração ainda estava válida.”
Ah, bom! Ela não teve tempo de acompanhar o trabalho do PSTU… Prefere demonizar a polícia, que cumpria uma determinação judicial.

Há uma porção de tratados e declarações internacionais que dizem respeito à moradia de que o Brasil é signatário. São objetivos a perseguir. Mas atenção! À diferença do que sugere Raquel Rolnik, INEXISTE uma legislação internacional que oriente o Poder Executivo a descumprir uma decisão judicial. A atuação política pregressa de Raquel e a linguagem a que recorre em seu blog contra sucessivas ações — corretas e legais — do governo de São Paulo tiram dela a credibilidade e a isenção para emitir o tal apelo. Aliás, a ONU estabelece precondições para a própria emissão do tal apelo, a saber:

- identificação das supostas vítimas;
- identificação dos supostos autores da infração;
- identificação da pessoa ou organização que comunica a infração (informação mantida em sigilo);
- data e local do incidente;
- uma descrição detalhada das circunstâncias do incidente em que a alegada violação ocorreu.

E outras exigências podem ainda ser feitas.  A ONU é explícita ao recomendar que se evite o viés político nas comunicações de violação. E é literal: “As comunicações [de violações] não devem ser baseadas exclusivamente em relatos da mídia.” Acho que Raquel Rolnik não teve tempo de fazer nada disso. A entrevista que dá e o blog que escreve são sentenças condenatórias que a desautorizam porque contrariam as próprias exigências da ONU para um relator independente..

Reação
Ela tem, no entanto, alguns valentes admiradores. Um deles ficou muito bravo porque cometi uma falha: afirmei que seu blog não trazia a informação de sua participação na gestão petista de São Paulo e no Ministério das Cidades de Lula. De fato, não está na home, mas há botão que remete para essas informações. Feito o reparo.

O resto é chororô e  violência verbal. Petistas adoram falar como se fossem apenas pessoas preocupadas com o bem da humanidade. Quando se revelam suas vinculações, ficam furiosos. O Marcel Branco, que parece ser ligado à USP (dado o e-mail), manda uma defesa de Raquel e escreve este brinco:
“É verdade que ela condenou antes de qualquer apuração por parte da ONU. Ocorre que ela, além de relatora das Nações Unidas, é também urbanista, professora e cidadã. O blog não pertence à ONU e nem se restringe a falar sobre assuntos relacionados à essa organização.”
Entendi, Marcel! Quando alguém é “urbanista, professora e cidadã”, isso lhe confere o direito de condenar antes de apurar. Tenha dó!

Uma tal Daniele me envia um comentário quase tão analfabeto como aquelas cartas que o MEC envia para os estudantes do Enem… No seu melhor trecho, tentando me ofender, ela dispara:
“Não sou petista, petralha, ou o que quer que vc ache dos partidos de esquerda. Apenas estou absurdada com tamanha falta de despreparo jornalístico.”
Você tem razão, ô absurdada! Falta-me muito despreparo!!! Caramba! Abriram a casinha!!!

Caminhando para o encerramento
Eu gosto dos fatos ou desgosto deles. Mas lido com fatos. Dona Rolnik resolveu botar a boca no trombone com base no barulho e nas mentiras contadas por grupos de pressão que atuam nas redes sociais. É uma prática antiga dos petistas. A gente viu como prosperou a mentira de que houve mortos no Pinheirinho…

Há mais coisas sobre a atuação de Rolnik que eventualmente ficam para o futuro. Ela foi, por exemplo, diretora de uma ONG chamada Instituto Pólis, que lida com questões urbanas, entre 1997 e 2002. Entre 2003 e 2007, foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, e o Pólis passou a ser a um dos mais pressurosos prestadores de serviço — como ONG, claro! — do Ministério das Cidades, trabalhando justamente com Rolnik. Tudo deve ter sido de uma honestidade franciscana, eu sei. Mas eram trabalhos remunerados, e o procedimento é — como ficaria claro depois, quando a prática se generalizou, e o governo foi fatiado em ONGs —, como direi?, heterodoxo.

Como acho a clareza uma virtude, então deixo tudo muito claro.

Por Reinaldo Azevedo

 

27/01/2012 às 6:55

A “luta de classes” já havia chegado ao Pinheirinho comandando pelos leninistas… E os “burgueses” eram os… leninistas! Aqui, o depoimento de um morador que pagava taxa para a milícia ideológica

Publiquei  aqui na segunda-feira um post intitulado “VOCÊ NÃO VERÁ NA IMPRENSA POLITICAMENTE CORRETA - Pinheirinho era dominado por milícia ideológica que cobrava taxa de moradores e comerciantes”, em que se lia, por exemplo:
“A área estava submetida a um rígido controle, como direi?, ideológico. Tudo ali tinha preço. Para morar no Pinheirinho, era preciso pagar uma taxa aos “donos do pedaço”, uma espécie de adesão de caráter político, entendem? E variava de acordo com a área, a qualidade do barraco, essas coisas. Não era exatamente um aluguel, mas uma espécie de taxa de “condomínio (…) Os comerciantes também precisavam pagar uma ‘taxa’ de administração aos leninistas que administravam aquele conjunto - no mínimo, R$ 500. E, vejam que coisa!, nunca o Ministério Público se interessou por isso. Era uma forma de milícia, evidentemente, só que com horizonte redentor. Basta colocar os repórteres para ouvir, e a verdade virá à tona.”

Foi uma gritaria desgraçada. “Está demonizando os movimentos sociais!” Pois é…Vejam agora este filme. Volto em seguida:

O tal Marrom é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, como sabem, embora não atue mais na área. Também é membro do PSTU, que é quem mandava no Pinheirinho, com os métodos que vê. Alguns bobalhões me diziam: “Prove! Prove!” Pois é. Quem pagava a taxa-leninismo fala por mim…

Ah, sim: aquela tal Helena Silvestre, a que mentiu à TV de Chávez denunciando mortos no Pinheirinho, afirmou num congresso que ela não quer só moradia, não. O objetivo é acabar com o capitalismo.

Como a gente nota, a luta de classes já havia se infiltrado no Pinheirinho… Já afirmei naquele post sobre Lula e seu fotógrafo: espere tudo de um esquerdista, menos que ele viva segundo a disciplina que pretende impor aos outros.

Por Reinaldo Azevedo

 

27/01/2012 às 6:53

Desabamento no Rio - Por trás da tragédia, erros e negligência

Negligência. Uma única palavra pode ser o ponto de partida para explicar a tragédia que se abateu sobre o Centro, na quarta-feira à noite, quando três prédios desabaram, matando seis pessoas e deixando seis feridos. Há ainda 20 desaparecidos que mobilizam equipes de resgate no coração da cidade. Mal começa a baixar, a cortina de poeira revela um cenário de destruição, mas também os primeiros indícios de que a lei foi, mais uma vez, ignorada. No Edifício Liberdade, no número 44 da Avenida Treze de Maio, que foi o primeiro a ruir, estavam sendo realizadas duas reformas de grande porte no terceiro e no nono andares, mas nenhuma delas tinha registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ). A última obra de que se tem notícia por ali é de 2008. “São obras irregulares, com certeza”, disse o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, o engenheiro Luiz Antonio Cosenza. “Já entramos em contato com a empresa para que informe quem eram os engenheiros responsáveis e que obras eram essas.”

Os dois andares em questão eram ocupados pela empresa TO Tecnologia Organizacional. Sem o conhecimento de órgãos técnicos, a empresa só poderia fazer discretas intervenções. Não é o que estaria acontecendo. Há relatos de que quase todas as paredes de um dos andares haviam sido retiradas, o que pode ter sido crucial para o abalo estrutural. Porém, o advogado da TO, Jorge Willians Soares, garante que os serviços executados se limitavam à troca de carpetes antigos e à pintura de paredes. Ele prometeu entregar documentos comprovando sua versão na 5ª DP (Gomes Freire), onde já foi aberto um inquérito. O delegado Alcides Alves de Moura já ouviu o depoimento de seis pessoas, entre testemunhas e donos de imóveis no Edifício Liberdade.

Se o Plano Diretor da Cidade tivesse sido cumprido, a obra no Edifício Liberdade deveria ter sido licenciada pela Secretaria municipal de Urbanismo. Por meio de nota, o município alegou que o artigo 57 do Plano Diretor dispensa a licença prévia quando as reformas não envolvem aumento da área construída. Mas o mesmo artigo da lei prevê exceções: o licenciamento é obrigatório se a obra estiver no entorno de um bem tombado.

O Edifício Liberdade ficava ao lado do Teatro Municipal, tombado pelo Iphan desde 1973. Tão próximo que teve sua bilheteria, num prédio anexo, atingida por destroços. Não bastasse o vizinho mais próximo, ainda ficam nos arredores, que integram o Corredor Cultural do Centro, imóveis igualmente ilustres, como o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores, o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Fajardo, tem outro entendimento da legislação. Segundo ele, a lei não pode ser aplicada de forma genérica. “Esse item diz respeito apenas à ambiência no entorno dos prédios, mas não às partes internas de imóveis. Essa sempre foi a regra adotada pela prefeitura. Uma agência bancária que funcionava num dos prédios alterou a fachada e por isso precisou de licença prévia do Patrimônio. Se alguém quiser instalar um letreiro, isso interfere na observação do imóvel tombado e por isso terá que ser analisado”, argumentou Fajardo.

O Iphan preferiu não se manifestar por ser um órgão federal e as licenças de obras serem da alçada da prefeitura. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Sidney Menezes, o grande problema está na própria legislação urbanística. “As regras são confusas e dão margem a interpretações distintas. Realmente há décadas a prefeitura dispensou licenças para reformas. Mas, se existe uma outra interpretação, isso nem é uma questão para os arquitetos. Tem que ser resolvida pelos juristas”, opinou.

Foi decretado luto oficial na cidade do Rio por três dias. Se o pior se confirmar - e não forem encontrados sobreviventes sob os escombros - , terá sido um desabamento tão trágico quanto o pior deles já registrado no Rio. Em 1971, uma falha estrutural levou ao chão 122 metros do Elevado Paulo de Frontin. Na época, 26 pessoas morreram.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

27/01/2012 às 6:51

MP denuncia juízes que venderam sala de associação para pagar suas dívidas

Fausto Macedo, no Estadão:
O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília denunciou criminalmente, por apropriação indébita, os juízes federais Moacir Ferreira Ramos e Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos - ex-presidentes da Associação dos Juízes Federais da 1.ª Região (Ajufer), entidade que reúne magistrados do Distrito Federal e de 13 Estados.

Ramos (presidente da associação entre 2008-2010) e Solange (presidente por dois mandatos, de 2002 a 2006) são acusados de terem vendido, em fevereiro de 2010, sem autorização de assembleia da Ajufer, a única sala comercial da entidade, no edifício Business Point, Setor de Autarquias Sul, em Brasília. O dinheiro da venda, R$ 115 mil, segundo o MPF, foi usado para abater dívidas de empréstimos que os dois magistrados tinham com a Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex).

Ramos é autor de representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, que o afastou liminarmente da função em novembro de 2010. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, cassou a decisão de Calmon, mas, por maioria de votos, os desembargadores do TRF-1 restabeleceram a ordem de afastamento do juiz Moacir Ramos. A juíza Solange continua exercendo suas funções. Em outra acusação, o Ministério Público Federal atribui crime de receptação a um terceiro juiz federal, Charles Renaud Frazão de Moraes, que também presidiu a Ajufer.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

27/01/2012 às 6:49

Maia faz viagem secreta à Europa e deixa cargo vago

Por Eduardo Bresciani e Beto Barata, noEstadão:
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), escondeu a realização de uma viagem para Alemanha e não repassou o cargo à primeira vice, Rose de Freitas (PMDB-ES), deixando a Casa sem comando por cinco dias nesta semana. Maia está em viagem desde domingo, dia 22, e só deve retornar a Brasília no dia 30 de janeiro. Rose foi avisada pelo Estado, ontem, de que o presidente estava fora do País e ficou revoltada. “Estou pasma.” O regimento interno da Câmara determina que quando o presidente se ausentar por 48 horas ele deve repassar o cargo ao primeiro vice. O Código de Ética da Casa, por sua vez, afirma que os deputados têm de cumprir as normas internas sob pena de responder a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Na conversa com a reportagem, Rose manifestou estranheza com o fato. Ela lembrou ter falado com Maia na semana passada e disse que ele não a avisou de qualquer viagem. A deputada destacou ainda que há uma combinação entre os dois de não viajar no mesmo período justamente para a Casa não ficar sem comando. “Eu sei das responsabilidades que eu tenho. A Casa tem que ter um funcionamento, tem que ter pessoas responsáveis”, disse ela.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 21:23

A Líbia convertida em centro de tortura; quem está surpreso?

Ainda hoje, quando alguém fala em “Primavera Árabe”, eu sinto uma espécie de preguiça humanamente triste. Vejam o que vai abaixo. Os leitores deste blog não estão surpresos, é evidente. Só na imprensa cretinamente correta os “rebeldes” da Líbia eram mensageiros da liberdade.

Da Agência Efe no Estadão Online:
Médicos Sem Fronteiras denuncia torturas em prisões da Líbia

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) suspenderá suas operações nos centros de detenção da cidade líbia de Misrata como resposta às torturas praticadas nos presos, anunciou nesta quinta-feira, 26, a ONG. Desde que iniciou suas atividades na região, em agosto do ano passado, os médicos da organização tiveram que tratar “cada vez mais de pacientes com lesões ocasionadas por torturas causadas em interrogatórios”. A princípio, no entanto, a missão da MSF era cuidar de prisioneiros de guerra feridos. No total, a ONG tratou de 115 pessoas que apresentavam ferimentos provocados por tortura. Os casos foram denunciados para as autoridades de Misrata.

O diretor-geral da MSF, Christopher Stokes, denunciou que alguns oficiais das penitenciárias “tentaram obstruir o trabalho dos médicos”. Além disso, afirmou que muitos presos eram enviados para tratamento médico sob interrogatório, para depois serem levados novamente. Stokes disse que a situação é “inaceitável”, pois a função da ONG é atender vítimas de guerra e presos feridos, e não tratar detentos entre sessões de tortura. A MSF denunciou que em algumas ocasiões os oficiais pediram que os médicos da organização tratassem dos presos dentro dos próprios centros de interrogatório.

A organização disse que o caso “mais alarmante” ocorreu em 3 de janeiro, quando membros da ONG trataram um grupo de 14 prisioneiros que tinham acabado de sair de um interrogatório. Nove deles mostravam sinais evidentes de tortura, e após a MSF pedir que eles fossem transferidos para hospitais, o Serviço de Segurança do Exército Nacional negou atendimento a oito dos presos.

Em 9 de janeiro, a organização enviou uma carta na qual pedia o fim imediato desse tipo de prática ao Conselho Militar de Misrata, ao Comitê de Segurança de Misrata, ao Serviço de Segurança do Exército Nacional e ao Conselho Civil de Misrata. “Nenhuma ação concreta foi tomada. Ao invés disso, a equipe médica recebeu quatro novos casos de torturas, por isso decidimos suspender nossas atuações”, declarou o diretor-geral da MSF.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 20:53

A saída de Tuttman do Inep e a cascata de que isso aconteceu só porque não é do PT… Não!

É…

Malvina Tuttman, ex-reitora da UniRio, deixou a presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pelo Enem. O mais cotado para substituí-la é Luiz Cláudio Costa, atual secretário de Ensino Superior. Circula a informação de que pesa contra Malvina o fato de não ser ligada ao PT. Huuummm…

Se a crítica fácil ao petismo me interessasse, poderia aproveitar essa brecha, não é?, e denunciar, uma vez mais, o aparelhamento e coisa e tal… Sem essa! Nem tudo o que não é PT é bom! Esse papo de que é o baixo teor de petismo que afasta Tuttman no Inep é conversa mole pra boi dormir. O caso é outro: as três últimas edições do Enem, inclusive na gestão Tuttman, que ficou só um ano no cargo, foram desastrosas.

Em agosto de 2010, publiquei aqui um texto de que Malvina era a protagonista. Ainda reitora da UniRio, ela recebia Celso Amorim (o gigante!) para uma aula inaugural de história da universidade federal. Fez um discurso verdadeiramente constrangedor para uma professora universitária e reitora. E, destaquei então, praticamente se oferecia para missões maiores — o que chegou quando ganhou o Inep. Reproduzo dois fragmentos de seu discurso de saudação a Amorim. Reparem nos cacoetes de linguagem:

(…) Celso Amorim, um dos homens deste país que, atualmente, vem imprimindo e mostrando a seriedade desse país não só para fortalecer a auto-estima nossa, do povo brasileiro, mas, em especial, dos nossos irmãos estrangeiros, que, por meio de uma política governamental importante de relações exteriores e, sem dúvida alguma, falava há pouco com o ministro, por conta da capacidade, da força, da história de vida do ministro, do embaixador Celso Amorim, o nosso país, hoje, não só por isso, mas também por isso, tem um reconhecimento e um valor importante internacional. (…) Uma das pessoas que eu considero (…) um dos nomes mais representativos da história deste país…
(…)
Do contra, ministro, nós sempre vamos encontrar. E é bom até, porque as opiniões muitas vezes contrárias nos fazem repensar e, algumas vezes,se temos essa habilidade, nos fazem crescer também e verificar que as diversas vozes contribuem, se elas não vêm para atrapalhar, elas contribuem para o nosso avanço.

(…)

Professor universitário que se refere a pessoas que divergem como “gente do contra” é só candidato a esbirro do regime. Quando Tuttman foi nomeada para o Inep, pouco depois, previ que daria errado. E deu. Pouco me importa se ela é filiada ou não ao PT, a linguagem e abordagem que vão acima mostra o petismo incrustado na alma — e ele não chega a ser exatamente inteligente mesmo para os padrões da turma.

Acho uma abordagem muito generosa da imprensa essa história de que o principal item que pesa contra ela é não ser “ligada” ao PT. Tão logo assuma o novo presidente do Inep, será o quarto desde 2009. Todos tiveram de sair porque não conseguem garantir, ora vejam!, ao menos o sigilo da prova. Na gestão Tittman, veio à luz, de forma inequívoca, a incompetência também na correção. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda,  anunciou que vai deixar o cargo. No Twitter, afirmou que será substituída por Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 19:20

Reprovado no Enem

O ex-governador de São Paulo José Serra escreveu em seu site um excelente artigo sobre o Enem, que põe o debate no seu devido lugar. Leia trecho:
*

O Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso,  precisava de um  instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano, com o propósito de subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas nos casos do ensino fundamental e do universitário. Nada mais adequado do que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.

O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar que as universidades levassem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições de ensino superior faziam isso.

Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula o manteve sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que “acabaria com a angústia” de milhões de estudantes ao por fim aos vestibulares tradicionais.

A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.

O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso - ou peneira - para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para “extinguir os vestibulares” e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar e evitar falhas, irregularidades e colapsos. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro, Fernando Haddad, cresceu em vez de diminuir. E por quê?

Porque a um engano grave se juntou a inépcia. Vamos ao engano. Em 2009, o Enem passou a usar a chamada “Teoria de Resposta ao Item” (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados “vestibulandos”. Infelizmente, recorreu-se à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) desde 1995,  prova que não seleciona candidatos - pretende mostrar o nível em que se encontra a educação,  comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.

Leia íntegra aqui

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 19:11

Piada! Petista disfarçada de representante da ONU decide denunciar governo de SP por causa do Pinheirinho. Então vamos ver quem é ela, o que faz e por que sua denúncia já está desmoralizada

Raquel Rolnik, a denunciante... Não é a ONU, é o PT quem está falando

Raquel Rolnik, a denunciante... Não é a ONU, é o PT quem está falando

Um dia antes de deixar o Ministério da Educação para concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad afirmou, em desafio à Lei Eleitoral — lei pra quê? — que a campanha começava no dia seguinte. E começou! A pancadaria que os esquerdistas tentaram promover ontem na cidade já faz parte do processo. Mas não só. Num dos posts abaixo, mostro como a EBC, de Dilma Rousseff, afina seus ponteiros com a Telesur, de Hugo Chávez, para espalhar uma mentira grotesca. Sim, eles podem mentir à vontade. Eu desconstruo a mentira.

Muito bem! Há uma senhora chamada Raquel Rolnik que foi feita, por influência dos petistas, Relatora Internacional do Direito à Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Huuummm… Entendo! Se há alguém isento neste mundo, que só se preocupa com os fatos, é Rolnik!!! Por isso ela denuncia hoje o governo de São Paulo nas Nações Unidas, e há um escarcéu em certa imprensa, dizendo ser uma denúncia da ONU! Será mesmo?

Se vocês recorrerem ao Google, verão que Rolnik é professora da USP,  relatora da ONU e coisa e tal, mas é quase impossível encontrar duas informações:
a) foi Diretora de Planejamento da cidade de São Paulo no governo petista de Erundina!

b) foi nada menos do que secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007.

Rolnik espalhava aos quatro ventos que era preciso “repovoar o centro” quando pertencia ao governo petista, mas nunca tomou uma miserável medida concreta pra isso. Ao contrário! Deixaram a região ao deus-dará. Quando a gestão Serra tentou interferir ali, Rolnik se juntou àquele padre esquisito para acusar “higienismo”. Ficou quatro anos no Ministério das Cidades! E o que se conhece de seu trabalho ali? Era um ministério que não existia, tanto que foi ocupado, por dois anos, por Olívio Dutra (com Rolnik, claro…). Digam uma só medida dessa gestão em favor da moradia ou do que quer que seja.

A impostura
Como “relatora”, dona Rolnik pode fazer uma denúncia, pedir uma investigação etc. Mas não pode expedir uma sentença antes mesmo que haja apuração — caso ela se mostre necessária. Mas a ex-auxiliar de Lula já deu a sentença condenatória. Em seublog, esta senhora condena a ação na cracolândia, no Pinheirinho e, atenção!, até mesmo a intervenção na USP para restabelecer a lei. A propósito: o que a USP tem a ver com moradia, que é a sua especialidade? É POR ISSO QUE A CHAMO DE “PETISTA DISFARÇADA DE REPRESENTANTE DA ONU”? Formalmente, ela tem, sim, uma atribuição das Nações Unidas. Mas suas convicções, fica evidente para mim, contaminaram sua capacidade de avaliar os fatos com isenção.

Notem, então, como se estabelece o cerco. Raramente vi uma trama tecida com tanto método e determinação. Eis o roteiro:
1 - governo federal assiste impassível à questão do Pinheirinho; poderia ter desapropriado a área, mas não o fez; apenas se disse “interessado” na questão;;;
2 - Planalto sabe que competência para decidir é da Justiça Estadual, mas finge acreditar que é da Justiça Federal;
3 - a PM, cumprindo ORDEM JUDICIAL, faz a desocupação da área sob pesadas críticas dos petistas, que, curiosamente, atacam o governo de SP, não a Justiça;
4 - Agência oficial de notícias, em linha com emissora de Chávez, denuncia a existência de mortos na operação. A mentira corre o mundo e é reproduzida no Brasil até por grandes portais, como UOL e Terra;
5 - a esmagadora maioria da imprensa omite o fato de que o Pinheirinho é comandado por um partido político de extrema esquerda, o PSTU, que atua, na margem, como linha auxiliar do PT (embora diga que não). Foi esse partido que impediu um acordo que evitasse a invasão;
6- uma petista incrustada num órgão da ONU, como Rolnik, decide denunciar o governo de São Paulo, e boa parte da imprensa omite a sua biografia. Aliás, ela própria, em seu blog, não informa que foi burocrata do Ministério das Cidades no governo Lula. De sua lavra, num caso ou em outro, não se conhece uma maldita ação concreta que tenha melhorado a vida nas cidades.

COMO PODE UMA REPRESENTANTE DA ONU JÁ TER DADO UMA SENTENÇA EM SEU BLOG PESSOAL SOBRE O QUE É NÃO MAIS DO QUE UM PEDIDO DE APURAÇÃO? Em sua megalomania e delírio totalitário, os petistas aparelharam até as Nações Unidas. Bem, não é de estranhar. Os órgãos da entidade ligados aos direitos humanos estão coalhados de representantes de ditadores e facínoras. Raquel, nesse meio, é a melhorzinha, mas não necessariamente a mais sincera.

Encerro
Não adianta me xingar. Eu não dou a mínima. O que penso desta senhora, aliás, também não importa tanto. Eu quero ver é contestarem o seguinte:
1 - foi secretária do Ministério das Cidades no mandato de Lula;
2 - é ligada ao PT;
3 - não elaborou um só projeto significativo para São Paulo ou para o Brasil;
4 - já condenou o governo de São Paulo em seu blog antes de qualquer apuração - portanto, perdeu a condição necessária para ocupar a função, que exige isenção;
5 - em seu afã antigoverno do estado, emitiu opiniões políticas que nada têm a ver com moradia e urbanismo.

RAQUEL ROLNIK DENUNCIA O GOVERNO DE SÃO PAULO NA ONU? E EU A DENUNCIO POR OMITIR A SUA CONDIÇÃO EX-SERVIDORA DE GOVERNOS PETISTAS.

Não venham os petralhas com conversa mole. Venham com fatos, como faço!

Haddad cumpriu a promessa: a campanha já começou!

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 17:57

A filha de Chávez, os dólares e como vivem os esquerdistas

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Essa é a foto de Rosinés, de 14 anos, uma das filhas de Hugo Chávez, ostentando, feliz, um leque de dólares. A gente pode ficar só no “Ahhh, ohhh, ihhh…” ou pode tentar entender. Opto pela segunda alternativa.

Fui da sinistra, vocês sabem. Uma das coisas que me fizeram romper com os “companheiros e camaradas”, entre muitas, foi constatar, ainda bem jovem, que os valentes jamais viveram — ou acharam que deveriam viver — segundo a disciplina que queriam impor aos outros. Aliás, isso define de modo notável o perfil moral dos esquerdistas.

Eles inventaram uma categoria que poderia ser sintetizada pela expressão “é uma questão política, não pessoal”. Isso abre as portas para qualquer indecência, para qualquer imoralidade, para qualquer crime. Nessa tal “questão política, não pessoal”, está a raiz, acreditem, de uns 150 milhões de mortos pelo menos. Ora, se a “questão política” exigiu, faça-se; nada de pessoal contra os executados.

A imoralidade vale para todos os setores da vida. Ainda nesta manhã, e muitos bobalhões não entenderam, comentei o despropósito que é Luiz Inácio Lula da Silva andar agarrado a um fotógrafo pessoal — até quando faz químio e radioterapia. Não há ex-dirigente no mundo, nem Clinton, da nação mais rica da Terra, que faça o mesmo. É o padrão de um ditador, de um caudilho… “Ah, é com o dinheiro dele!” Uma ova! É com o dinheiro do Instituto Lula, financiado por empresas que têm interesse no governo petista. Vão contar essa história pra outro.

Agora vamos voltar a Rosinés. A garota postou uma foto no Instagram, aplicativo da Apple, exibindo os seus dólares. A imagem deixou muitos venezuelanos indignados, já que é conhecida a dificuldade para obter a moeda americana no país. Não para uma quase criança, filha do ditador. O ar de satisfação da mocinha deixa claro que o “antiamericanismo” do pai não contaminou a filha, né? De fato, é só uma estratégia política para pegar os trouxas. Há pencas de reportagens na Internet sobre os milionários do “socialismo” de Chávez. Por que seria diferente justamente com a família do chefe do sistema?

No Twitter, a mãe de Rosinés, a jornalista Marisabel, separada de Chávez desde 2003, defendeu a filha: “Eu disse para ela que o erro não era tirar a foto, mas postá-la num meio onde pessoas ignorantes não respeitam os outros”.

Como se lê, trata-se de um ambiente em que se respira uma profunda moralidade!

Por Reinaldo Azevedo

 

TV do ditador Hugo Chávez repete as mentiras da EBC, de Dilma Rousseff, dirigida por Nelson Breve. Militante brasileira dá entrevista em espanhol e acusa mortes e ocultação de cadáveres. Tem de ser processada pela Procuradoria Geral do Estado

Se vocês clicarem aqui, assistirão a um vídeo inacreditável: uma reportagem da Telesur — uma das TVs de Hugo Chávez, na Venezuela — sobre a região de Pinheirinho atribui ao governador Geraldo Alckmin a decisão de promover a reintegração de posse da área. É a mentira mais leve. Segundo a TV do ditador, “9 mil pessoas” foram desalojadas e há mortos e desaparecidos. Não chegam a seis mil (o que não quer dizer pouca gente), e ninguém morreu.

Atenção! Uma brasileira concede uma longa entrevista em espanhol em que afirma ser “desconhecido” o número de vítimas fatais, mas dá como inquestionável a morte de “um companheiro e de uma criança de três anos”. Seu nome é Helena Silvestre, identificada pela TV como membro da “Frente de Resistência Urbana”. Esta mesma senhora aparece numa página chamada “Agência de Notícias da Favela” divulgando a carta de uma companheira que sustenta que se ”continua a matar” no Pinheirinho.

Notem o grau de articulação entre a televisão estatal da Venezuela e a empresa estatal de notícias no Brasil. Se vocês procurarem no Google, verão que a denúncia da tal Silvestre se espalhou em campanhas virais. E alguns bobões comentam: “E a mídia vai silenciar…” Silenciar sobre o quê? Sobre o nada?

Helena Silvestre, obviamente, não é do Pinheirinho. Seu espanhol não é aquela maravilha, como vocês poderão ver, mas é bem treinado. É um sinal de, como posso dizer?, articulação com “lutas” latino-americanas, quem sabe as “venezuelanas”, entre outras. No ano passado, o Conselho Federal de Serviço Social realizou um congresso cujo tema era “Sujeitos Políticos Coletivos na Sociedade Brasileira: resistência ao capitalismo”. Entendi. O objetivo da turma do “serviço social” era criar uma alternativa ao capitalismo —  propósito modesto, como se nota.

Helena deu uma palestra na condição de “Coordenadora do Movimento dos Trabalhadores sem Teto de São Paulo (MTST)”. Todos ficaram muito emocionados. Ela afirmou maravilhas como esta:
“Para sobrevivermos, é preciso resistir e afirmar os interesses da classe trabalhadora na luta de classes, em uma perspectiva de ruptura com o capitalismo e a construção de uma nova ordem totalmente distinta”.

Entendi. Se vocês recorrerem ao Google, verão as vezes em que Helena Silvestre e o PSTU aparecem juntos. O PSTU é o partido do tal “Marrom”, cujo perfil publiquei aqui. O partido impediu qualquer solução negociada. Afinal, vocês sabem, o objetivo não é dar casa a quem não tem casa, mas destruir o capitalismo.

Abaixo, há outro vídeo da Telesur (aquele primeiro está sem código de incorporação), repetindo as mesmas mentiras. Vejam. Volto depois.

Encerro
Dona Helena Silvestre anuncia ao mundo que a Polícia Militar de São Paulo matou pessoas, inclusive uma criança, e ocultou os cadáveres. Isso não aconteceu e, portanto, ela cometeu um crime. A instituição chamada Polícia Militar e o governo do Estado de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Estado, têm de levá-la à Justiça ou para provar o que diz ou, então, para ser punida pela calúnia. Assim como a reintegração de posse da área do Pinheirinho não dependia da vontade do governador Alckmin, também o processo não depende. É uma questão de estado.

Encerro reiterando que estamos diante de uma espécie de formação de quadrilha ideológica para a prática da calúnia, que une a EBC, comanda por Nelson Breve, por vontade de Dilma Rousseff, à Telesur de Chávez. A presidente brasileira afirmou que o único controle que aceita para a imprensa é o controle remoto. Não basta! É preciso também ter um compromisso com os fatos.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 15:32

A queda no Dnocs e o governo Dilma, que é cada vez melhor porque é ruim!

Caiu o diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), Elias Fernandes (ver post anterior). Dnocs!!! Isso é uma fábrica de escândalos faz tempo! É um padrão no Brasil: raramente se rouba tanto quanto nos órgãos destinados a fazer o dito “trabalho social”. Se a pobreza existe, então tudo é permitido, entendem? O dinheiro rola solto e fácil, e a rataiada aproveita. Mas o que me interessa é outro aspecto.

A cobertura que está sendo dispensada ao caso contribui, mais uma vez e contra os fatos, para a mitificação da presidente Dilma Rousseff (e para a mistificação política!) — e isso explica, em parte ao menos, o seu crescente prestígio junto à opinião pública. O tratamento dado é o seguinte: “Vejam que governo corajoso! É cada vez melhor porque é ruim!”. Explico-me.

Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, havia dado uma declaração que poderia ser assim sintetizada, em face dos problemas no Dnocs — e, na verdade, no Ministério da Integração, de Fernando Bezerra, que é do PSB: “O diretor do Dnocs fica porque a presidente não quer problema com o PMDB”. Huuummm…
Ora, das duas uma: ou é Dilma quem manda no governo, ou é o PMDB, certo? Não cabia à presidente, mesmo a contragosto, outra decisão que não demitir Elias Fernandes. Isso não é ato de coragem nem de altivez: é só uma obviedade. No mundo da lógica, um subordinado pode ser altivo diante do chefe. A altivez do chefe diante do subordinado ou é uma impossibilidade dada pelos próprios termos ou é só arrogância. Mas quê!!! MAIS UMA VEZ, A PRESIDENTE É TRATADA COMO OMBUDSMAN E GERENTE DA PRÓPRIA GESTÃO.

Parece que Dilma veio de Marte e caiu no Palácio do Planalto. Seu partido, suas alianças políticas, a tradicional divisão de poder com aliados… Ela não teria relação com nada disso! É aquela que chegou pura ao topo da máquina e agora faz, então, o tal trabalho da “faxina”. Assim, lemos agora que ela “exigiu” a demissão do diretor do Dnocs!

Oposição
Outro dia, um grande jornal dava em manchete que Dilma fazia de tudo para evitar cortes no Orçamento. Boa, presidente!!! Ah, sim: se houver, fiquem tranqüilos, não será no social!!! Que bom! Ficamos todos felizes em saber que há alguém no governo Dilma que zela e vela por nós. Quem? Ora, Dilma! Abaixo dela, todos admitem, há uma certa esculhambação…

Significativa nessa queda é que ela se dá sob o silêncio do principal partido de oposição, o PSDB. É que, sabem, o partido não quer arrumar confusão com o PMDB — nem com o PSB, do protegido Fernando Bezerra — porque, no choque de interesses entre essas legendas e o PT, quem sabe sobrem alguns benefícios políticos para os tucanos rumo a 2014… Então seria melhor não turvar o ambiente.

Esse, vamos dizer, arcabouço político e jornalístico explica o fato de o governo Dilma ser tão ruim — porque inoperante —, mas tão bom! A oposição fica esperando Godot, e Dilma é tratada como um agente externo, moralizador da política.

Para ela, é o melhor dos mundos. Não para a administração, como se vê. Ou melhor: COMO NÃO SE VÊ.

Por Reinaldo Azevedo

 

26/01/2012 às 15:02

Após denúncias, cai o diretor-geral do Dnocs

Por Andréia Sadi, na Folha Online:
O diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), Elias Fernandes, pediu demissão nesta quinta-feira (26) após relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) apontar irregularidades em sua gestão.

A decisão foi tomada após conversa entre Fernandes e o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), seu padrinho político. Segundo a Folha apurou, a saída foi pedida pelo Planalto e acontece após Alves desafiar o Planalto a demitir o apadrinhado da legenda. Hoje cedo, Fernando Bezerra (Integração Nacional) e a ministra Gleisi Hoffman (Casa Civil) conversaram com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e avaliaram que a situação de Fernandes estava insustentável.

Temer conversou com Alves, que encaminhou a demissão junto com Fernandes. Ficou acertado que o líder do PMDB indicará o substituto no Dnocs. Por meio do Twitter, Alves diz ter sido comunicado pelo próprio Fernandes da sua demissão. “Elias acaba de me dizer q entendeu e agradeceu conversa leal do Min Fernando [Bezerra], que reafirmou absoluta confiança no trabalho realizado.” Em nota, o ministério afirmou que o secretário Nacional de Irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo.

SUSPEITAS
O agora ex-diretor-geral passa por uma crise no órgão após relatório da CGU apontar desvio de R$ 192 milhões em obras tocadas pela autarquia. O Dnocs é vinculado à pasta da Integração Nacional, comandada pelo ministro Fernando Bezerra, do PSB, que enfrenta suspeitas de favorecimento político na distribuição de verbas do ministério.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blogs de veja.com.br

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1 comentário

  • flavio r chagas Recife - PE

    dos blogs de Augusto Nunes, Lauro Jardim e Reinaldo Azevedo, de veja.com.br.

    Amigos, Parabens , sem voces o que seria do Brasil, A verdade demora, mas um dia ela chega, Continuem nessa luta, não se preocupem, existem muitos brasileiros calados, esperando somente a oportunidade de manifestarem-se, aos poucos vamos esclarecendo nossa população. Continuem na Luta. Abraços

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